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- Trump apoia alta de juros se inflação voltar
- Fed deve manter taxa estável na próxima reunião
- Críticas de Trump reacendem debate sobre liderança no Fed
Durante um evento na Casa Branca nesta quinta-feira (13), o ex-presidente Donald Trump afirmou que, caso a inflação volte a subir no próximo ano, apoiará um eventual aumento das taxas de juros pelo Federal Reserve. No entanto, reiterou críticas ao atual presidente do Fed, Jerome Powell, acusando-o de agir com lentidão tanto em cortes quanto em possíveis aumentos futuros.
“Digamos que houvesse inflação. Daqui a um ano, aumentem os juros. Eu não me importo, aumentem os juros. Concordo plenamente. Serei eu quem ligará para vocês”, declarou Trump, conforme reportado inicialmente pela Bloomberg. “Ele também chegará tarde demais para isso.”
Trump volta a insultar Jerome Powell. “É um imbecil” https://t.co/Ibuvzyjr3A pic.twitter.com/2W6RQy08Bm
— Jornal de Negócios (@JNegocios) June 13, 2025
Apesar das críticas contundentes, Trump recuou na ideia de demitir Powell, mencionada anteriormente. O ex-presidente indicou que não pretende substituir o presidente do Fed, esfriando as especulações sobre uma mudança iminente na liderança da instituição monetária.
Os comentários voltaram a colocar o nome de Scott Bessent, atual secretário do Tesouro, no centro das discussões entre aliados de Trump sobre uma eventual sucessão no Fed. Bessent, contudo, não confirmou nenhuma movimentação nesse sentido, e a Casa Branca negou qualquer alteração nos planos atuais.
Trump também criticou a condução da política monetária em meio a dados que sugerem algum alívio inflacionário, especialmente após a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de maio, que mostrou inflação anual de 2,4% — ainda acima da meta de 2% do Fed.
Mesmo com a pressão política, analistas apontam que o Federal Reserve deverá manter as taxas inalteradas na próxima reunião do FOMC. Segundo o CME FedWatch Tool, a maioria dos investidores acredita que a autoridade monetária continuará em compasso de espera, observando os próximos dados econômicos antes de qualquer decisão de ajuste.
A sinalização de Trump em apoiar aumentos, caso a inflação volte, contrasta com seu histórico de pressão por cortes de juros durante seu mandato, revelando uma possível mudança de tom frente ao comportamento do mercado e seus efeitos sobre o financiamento público.














