- WLFI propõe queima de tokens para insiders
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A World Liberty Financial, projeto de finanças descentralizadas ligado ao atual presidente dos EUA, Donald Trump, apresentou uma proposta para reestruturar a distribuição de seus tokens de governança WLFI, envolvendo mais de 62 bilhões de unidades.
A iniciativa prevê a substituição dos bloqueios indefinidos atuais por um cronograma de vesting estruturado, com regras mais rígidas para insiders e primeiros apoiadores. Como parte do plano, detentores ligados à equipe, consultores e parceiros deverão aceitar a queima permanente de 4,5 bilhões de tokens — cerca de 10% de sua alocação — caso optem por aderir ao novo modelo.
Para esses participantes, o novo formato estabelece um período inicial de dois anos sem desbloqueios, seguido por três anos de liberação gradual. Na prática, os tokens começariam a ser liberados apenas no segundo ano, com distribuição total prevista até o quinto ano. Aqueles que recusarem a proposta permanecerão com seus ativos bloqueados por tempo indefinido.
Já os primeiros apoiadores, que detêm cerca de 17 bilhões de WLFI, também enfrentarão um período de carência de dois anos. No entanto, a liberação ocorrerá ao longo de dois anos adicionais, sem qualquer exigência de queima de tokens nesse grupo.
A proposta de governança exige um quórum mínimo de 1 bilhão de tokens para validação, além de maioria simples entre os votos. O processo inclui sete dias de votação e, caso aprovado, um período adicional de dez dias para adesão dos participantes.
O movimento ocorre enquanto o token WLFI acumula forte desvalorização, sendo negociado perto de US$ 0,082, uma queda superior a 75% em relação ao topo histórico registrado anteriormente.
Além da reestruturação, o projeto segue expandindo seu ecossistema, com integração de uma stablecoin chamada USD1 e funcionalidades de empréstimo dentro da plataforma.
Nos últimos dias, a World Liberty também entrou em conflito público com Justin Sun, que acusou o projeto de possuir um mecanismo não divulgado capaz de congelar carteiras. O empresário afirmou ter sido afetado após movimentar cerca de US$ 9 milhões em WLFI.
Em resposta, a equipe do projeto negou irregularidades e acusou Sun de tentar desviar a atenção de suas próprias ações, indicando que a disputa pode evoluir para um embate judicial.














