- SEC discute com SIFMA regulação de ativos digitais
- Grupo financeiro defende regras claras e atualizadas
- SIFMA rejeita isenções para ações tokenizadas
A Securities Industry and Financial Markets Association (SIFMA), entidade que representa cerca de 90% do mercado financeiro dos Estados Unidos, se reuniu com a força-tarefa de criptomoedas da SEC para discutir diretrizes regulatórias relacionadas a ativos digitais, incluindo commodities digitais e títulos tokenizados.
Major TradFi industry group calls on SEC to establish open, progressive crypto rules https://t.co/zska77i0t0
— The Block (@TheBlock__) July 4, 2025
Durante o encontro, realizado na quinta-feira, a SIFMA defendeu a necessidade de uma regulamentação consistente, porém adaptada aos avanços tecnológicos, para provedores de serviços de ativos digitais. O grupo sugeriu que as normas atuais de divulgação sejam expandidas para contemplar os novos formatos de títulos digitais.
A associação também destacou que funções como bolsa, corretora, negociação e custódia devem ser mantidas separadas, a fim de promover concorrência e interoperabilidade entre os participantes do mercado. Além disso, recomendou a limitação da participação direta de investidores de varejo em negociações envolvendo títulos ou commodities digitais.
A proposta da SIFMA visa estabelecer uma estrutura regulatória aberta, transparente e tecnicamente atualizada para emissão e negociação de ativos digitais. “A regulamentação deve levar em conta arranjos transitórios e híbridos”, afirmou a entidade, reconhecendo o crescente interesse de instituições financeiras tradicionais por integrar criptomoedas e ativos digitais aos seus serviços.
O grupo ainda defendeu que a legislação incorpore diretrizes que permitam aplicabilidade transfronteiriça, adequando os textos legais às novas realidades tecnológicas que envolvem ativos tokenizados e modelos híbridos de negociação.
No início da semana, a SIFMA também enviou um pedido à SEC para que rejeite solicitações de empresas que buscam oferecer ações tokenizadas com base em isenções específicas. Para o grupo, essas iniciativas podem comprometer a integridade do mercado e evitar o devido processo regulatório. “A SIFMA insta a SEC a rejeitar os pedidos das empresas de nenhuma ação ou isenção e, em vez disso, fornecer um processo público robusto que permita um feedback público significativo antes de tomar qualquer decisão sobre a introdução de novos modelos de negociação e emissão”, declarou a associação.
A SIFMA representa corretoras, bancos de investimento e gestores de ativos que administram mais de US$ 13 trilhões em ativos de clientes.














