- Preço do Bitcoin Hoje recua com política monetária restritiva
- BTC sente impacto de saídas dos ETFs à vista
- Liquidações aceleram queda do BTC no curto prazo
O Preço do Bitcoin Hoje registra nova rodada de perdas nesta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026. No momento da publicação, o BTC era negociado perto de US$ 83.200, acumulando queda de 5,5% nas últimas 24 horas. O movimento reforça a fase negativa observada desde o pico registrado em outubro de 2025, período em que a principal criptomoeda passou a operar sob maior pressão vendedora.

Com o recuo recente, o Bitcoin atingiu a faixa mais baixa em aproximadamente dois meses. A desvalorização prolongou uma sequência que levou o ativo a registrar o quarto mês consecutivo de perdas, a maior série desde 2018. O ambiente mais cauteloso reflete a fraqueza generalizada dos ativos de risco, em meio a incertezas sobre os rumos da política monetária nos Estados Unidos.
Parte desse movimento está associada a novas especulações envolvendo a liderança do Federal Reserve. Relatos indicam que o atual presidente dos EUA, Donald Trump, avalia nomear Kevin Warsh como próximo presidente do Fed, com possibilidade de anúncio entre 29 e 30 de janeiro. O mandato de Jerome Powell termina em maio de 2026, aumentando a atenção do mercado para possíveis mudanças na condução da política monetária.
Kevin Warsh é conhecido por defender juros reais mais elevados e uma redução mais agressiva do balanço do Federal Reserve. Essa postura elevou o nível de cautela entre investidores, que passaram a reduzir exposição ao bitcoin e a outros ativos sensíveis à liquidez, diante da perspectiva de condições financeiras mais restritivas.
Outro fator relevante para o enfraquecimento do BTC foi o comportamento dos fundos negociados em bolsa de bitcoin à vista nos Estados Unidos. Entre 20 e 26 de janeiro de 2026, esses produtos registraram saídas líquidas estimadas entre US$ 1,1 bilhão e US$ 1,14 bilhão ao longo de cinco sessões consecutivas, sinalizando retração do apetite institucional no curto prazo.
O movimento de baixa foi intensificado pelas liquidações forçadas no mercado de derivativos. Nas 24 a 48 horas em torno de 29 de janeiro, as liquidações em criptomoedas somaram entre US$ 1,6 bilhão e US$ 1,8 bilhão, com predominância de posições compradas. Esse processo empurrou o Bitcoin abaixo de US$ 82.000 e consolidou a queda para a região de US$ 83.000.
“Os mercados geralmente veem um ressurgimento da influência de Warsh como um sinal negativo para o Bitcoin, já que sua ênfase na disciplina monetária, em taxas reais mais altas e na redução da liquidez enquadra as criptomoedas não como uma proteção contra a desvalorização, mas como um excesso especulativo que desaparece quando o dinheiro fácil é retirado. (29 de janeiro de 2026)”
— Markus Thielen, Fundador da 10x Research
Em declarações públicas anteriores, Warsh afirmou que o bitcoin é um ativo relevante, mas não um substituto do dólar americano. Segundo ele, o ativo funciona como um instrumento para avaliar decisões de governos e bancos centrais, ao expor fragilidades do sistema monetário, mantendo o papel legal das moedas oficiais.
Análise de preço do Bitcoin e sentimento dos traders
Na análise técnica de curto prazo, alguns traders chamaram atenção para níveis-chave que podem definir os próximos movimentos do BTC. Ted Pillows destacou que o Bitcoin “quase tocou as mínimas de novembro” e afirmou que “agora todos os olhos estão no nível de US$ 80.000, pois, se esse patamar for perdido, o Bitcoin pode cair diretamente para os níveis de abril de 2025”. A leitura de Ted reflete um sentimento cauteloso, com foco em suporte técnico e risco de continuação da queda caso a região psicológica dos US$ 80 mil seja rompida.
Já Michaël van de Poppe apresentou uma visão baseada em indicadores de longo prazo. Ele classificou o gráfico atual como “fenomenal” e observou que o Z-Score do Bitcoin está mais baixo do que nos fundos dos mercados de baixa de 2015, 2018, do choque da COVID em 2020 e também de 2022. Segundo o trader, isso indica “o quão profundo está o mercado de baixa” e sugere que o ciclo pode estar próximo do fim. O sentimento de Van de Poppe é mais construtivo, indicando possível exaustão vendedora e aproximação de uma zona de fundo estrutural.
This is a phenomenal chart.
The current Z-Score of $BTC is lower than during the bear market bottom in 2015, 2018, COVID crash 2020 and 2022.
That’s how deep we’re in the bear market, and yes, we’re close to the end of it.
Credits to @JamesEastonUK. pic.twitter.com/HfClC47LEv
— Michaël van de Poppe (@CryptoMichNL) January 30, 2026
Doctor Profit trouxe uma abordagem comparativa entre ouro e bitcoin, reforçando uma leitura mais conservadora para o curto e médio prazo. Ele relembrou que compartilhou o gráfico GOLD/BTC quase um ano atrás, destacando que quando 0,02 BTC equivale a uma onça de ouro, o mercado costuma marcar topo, enquanto 0,11 BTC por onça historicamente sinalizou fundos importantes. Segundo ele, essa relação voltou a se repetir nos últimos ciclos e ajudou a identificar o topo do Bitcoin próximo de US$ 125.000.
Ao fazer os cálculos, Doctor Profit afirmou que, com o ouro a US$ 5.500, um fundo em 0,11 BTC indicaria preço em torno de US$ 50.000, enquanto um ouro a US$ 7.000 colocaria o possível fundo próximo de US$ 63.000. Ele destacou que, em sua visão, o ouro tende a superar o Bitcoin nos próximos meses. O sentimento expresso nessa análise é baixista a moderado, com expectativa de níveis mais baixos antes de uma retomada mais consistente.
VERY IMPORTANT CHART 🚨
I have shared this $GOLD/ $BTC chart almost a year ago, pointing out that once 0.02 Bitcoin equal 1 gold ounce, it should be considered the top for BTC, and 0.11 BTC equal 1 gold ounce should be considered the bottom for BTC! This happened in 2021 during… pic.twitter.com/IZgOsj4K4l
— Doctor Profit 🇨🇭 (@DrProfitCrypto) January 29, 2026












