- Scaramucci projeta alta do Bitcoin até 2027
- Strategy mantém confiança com bilhões em Bitcoin
- ETFs de Bitcoin reduzem impacto das correções
Anthony Scaramucci, fundador da SkyBridge Capital e ex-diretor de comunicações da Casa Branca, voltou a demonstrar otimismo com o futuro do Bitcoin. Segundo o investidor, a maior criptomoeda do mercado continua seguindo padrões históricos observados em ciclos anteriores e pode registrar uma nova fase de valorização entre o final de 2026 e o início de 2027.
Durante entrevista concedida à CNBC em 17 de junho, Scaramucci afirmou que o comportamento atual do mercado permanece compatível com o tradicional ciclo de quatro anos do Bitcoin. Na avaliação dele, as recentes correções não alteram a trajetória de longo prazo do ativo.
As declarações também serviram para responder às preocupações envolvendo a Strategy, empresa liderada por Michael Saylor e conhecida por sua estratégia de acumulação de Bitcoin. Nos últimos meses, parte do mercado passou a questionar a sustentabilidade do modelo após a queda expressiva da criptomoeda em relação aos níveis máximos registrados anteriormente.
Scaramucci, porém, considera que a companhia possui estrutura financeira suficiente para enfrentar períodos prolongados de volatilidade. Segundo ele, a combinação entre reservas de caixa, ativos acumulados e perfil da dívida reduz significativamente os riscos para a empresa.
“É preciso realmente entender os mecanismos do balanço patrimonial para compreender que o Bitcoin pode cair muito mais e, mesmo assim, ele praticamente não corre problemas”, disse Scaramucci.
O investidor destacou ainda que as ações da Strategy continuam sendo negociadas acima do valor líquido de seus ativos em Bitcoin. Para ele, essa diferença cria oportunidades de arbitragem e ajuda a manter o interesse de investidores institucionais e do mercado em geral.
“Eu ainda gosto de Bitcoin. Tenho muitos”, acrescentou.
Atualmente, a empresa possui quase US$ 52 bilhões em Bitcoin em seu balanço. Além disso, mantém aproximadamente US$ 1 bilhão em caixa e não enfrenta vencimentos relevantes de dívida antes de 2028, fator que, segundo analistas, amplia sua capacidade de atravessar períodos de baixa sem necessidade de vender parte de suas reservas.
Scaramucci também observou que a correção do ciclo atual tem sido menos intensa quando comparada a movimentos anteriores do mercado. Embora o Bitcoin tenha registrado uma queda próxima de 50% em relação ao pico alcançado em outubro de 2025, ciclos passados chegaram a apresentar recuos de até 70%.
Na visão do executivo, a crescente participação institucional, somada à expansão dos ETFs de Bitcoin à vista, tem contribuído para reduzir a intensidade das correções. O aumento do acesso de investidores de varejo por meio desses produtos financeiros também estaria ajudando a criar uma base de demanda mais ampla para a criptomoeda.












