- Críticos dizem que Bitcoin pode não ter valor fundamental
- Debate sobre Bitcoin reacende após queda recente
- BTC segue sensível a choques macro e fluxo de ETFs
A recente correção no preço do Bitcoin reacendeu um debate antigo no mercado de criptomoedas: a possibilidade de o ativo não possuir valor de longo prazo. Com o BTC ainda negociado perto da faixa dos US$ 70 mil, vozes críticas voltaram a defender que seu preço poderia, em teoria, caminhar até zero.
Um dos comentários que mais repercutiram partiu de Buck Sexton, que escreveu:
“Toda vez que pergunto a um verdadeiro crente no Bitcoin para explicar por que ele acha que a criptomoeda tem algum valor a longo prazo… fico ainda mais convicto de que o Bitcoin não tem valor a longo prazo e que seu preço mínimo é zero”.
A fala circulou amplamente nas redes após a queda recente do mercado.
O argumento central desses críticos é que o Bitcoin não gera fluxo de caixa, não concede participação em ativos produtivos e não possui garantia legal sobre bens tangíveis. Nessa leitura, seu valor dependeria exclusivamente da disposição coletiva de mantê-lo como reserva digital, sem um “piso fundamental” claro em cenários de estresse financeiro.
Richard Farr, estrategista-chefe da Pivotus Partners, reforçou essa visão ao afirmar que a meta de preço de sua empresa para o BTC é “US$ 0,00”. Segundo ele, a criptomoeda “falhou como proteção contra o dólar”, comporta-se como ativo de tecnologia de alto beta e não consolidou uso relevante como meio de troca. “Os mineradores (que são a rede) estão perdendo dinheiro”, escreveu Farr. “Acreditamos que será zero.”
Peter Schiff também voltou a comparar o Bitcoin ao ouro, defendendo que “o valor do Bitcoin é puramente subjetivo, pois não tem utilidade além da crença”. Ele acrescentou: “O Bitcoin não pode fazer nada. Esse é o problema”. “Sim, você pode armazenar e transferir seus Bitcoins, mas além disso, não pode fazer nada com eles.”
Esse debate ocorre em meio a maior cautela global com ativos de risco. O Bitcoin registra oscilações relevantes, enquanto Ethereum e Solana também enfrentam variações expressivas de preço e volume, refletindo a influência de fatores macroeconômicos e de fluxos ligados a ETFs.
A intensificação dessas críticas destaca como o BTC passou a reagir de forma mais próxima aos ciclos financeiros tradicionais. Movimentos de aversão ao risco e mudanças nas condições de liquidez seguem impactando diretamente o comportamento das principais criptomoedas.












