- Noruega alcança 9.573 BTC em exposição indireta
- Strategy lidera participação ligada ao bitcoin no portfólio
- Fundo soberano amplia ligação com empresas de criptomoedas
A exposição indireta ao bitcoin do maior fundo soberano da Noruega registrou forte crescimento em 2025. De acordo com levantamento da K33, o volume estimado chegou a 9.573 BTC, avanço de 149% em relação ao ano anterior.
O fundo não comprou bitcoin diretamente, mas mantém participações relevantes em empresas que acumulam a criptomoeda em seus balanços. Essa estrutura faz com que parte do desempenho dessas ações esteja atrelada ao preço do BTC.
Segundo Vetle Lunde, chefe de pesquisa da K33, o valor dessa exposição alcançou cerca de 8,5 bilhões de coroas norueguesas no fim de 2025, o equivalente a aproximadamente US$ 837 milhões. “Embora a movimentação do preço do BTC tenha sido terrível por um tempo, a exposição indireta do NBIM ao BTC continua a aumentar”, disse Lunde.
Once again, back on duty to cover the indirect BTC ownership of the world’s largest sovereign wealth fund, Norway’s Oil Fund.
While BTC price action has been horrendous for a while, NBIM’s indirect BTC exposure marches higher. It grew by 149% in 2025 to 9,573 BTC. pic.twitter.com/zOIeQYqDx3
— Vetle Lunde (@VetleLunde) January 30, 2026
O fundo soberano é administrado pelo Norges Bank Investment Management, braço do banco central da Noruega responsável por gerir trilhões de dólares em ativos globais. A estratégia tradicional do portfólio prioriza ações, renda fixa e imóveis.
Mesmo com o crescimento em termos absolutos, a participação ligada ao bitcoin ainda representa menos de 0,04% do total de ativos sob gestão. “Isso pode indicar uma ponderação um tanto deliberada nessa exposição”, disse Lunde.
Os cálculos consideram a fatia acionária detida pelo fundo em empresas que possuem reservas relevantes de bitcoin. Esses números são multiplicados pela quantidade de BTC mantida por cada companhia para estimar a exposição indireta.
A empresa Strategy responde pela maior parte dessa ligação, concentrando cerca de 81% da exposição estimada. Outras posições relevantes incluem participações na mineradora MARA, na japonesa Metaplanet, além de empresas do setor como Coinbase e Block.
“É importante ressaltar que essa exposição, muito provavelmente, não é uma medida deliberada do fundo, mas sim uma consequência de seu portfólio amplamente diversificado”,
afirmou Lunde.
“Ainda assim, representa um dos melhores exemplos claros da entrada do BTC no mercado financeiro tradicional.”
Os dados também indicam que o fundo não possui participação relevante em empresas focadas em reservas de outras criptomoedas. A exposição indireta permanece concentrada principalmente no bitcoin, refletindo o peso crescente de companhias ligadas ao ativo nos mercados globais.













