- Liquidação T+0 pressiona gestão de liquidez e operações
- Títulos tokenizados e stablecoins ganham espaço em pilotos
- Reguladores dos EUA apoiam testes com isenções regulatórias
A Deloitte avalia que a transição para a liquidação no mesmo dia, conhecida como T+0, e o uso de títulos tokenizados devem colocar a infraestrutura financeira sob forte avaliação a partir de 2026. Em relatório de perspectivas, a consultoria aponta que a adoção tende a começar por projetos-piloto controlados, e não por uma mudança ampla e imediata em todo o mercado.
A liquidação T+0 permite que operações sejam concluídas no mesmo dia da negociação. Segundo a Deloitte, isso reduz o tempo disponível para corrigir falhas, ajustar posições e levantar recursos, o que pode elevar pressões operacionais e de liquidez, especialmente se vier acompanhado de exigências de relatórios mais enxutas.
The Future of Finance Is Being Tokenized: Audrey Breaks Down the Shift Already Underway
In our latest Toronto DAO Space, we sat down with Audrey from Blue Lighthouse, a veteran builder who has been deep in the trenches of blockchain infrastructure long before RWAs became the… pic.twitter.com/Y7OOrMxbBz
— Toronto DAO (@dao_toronto) January 26, 2026
Ao mesmo tempo, a tokenização de ativos tradicionais, como ações e títulos, surge como um dos principais campos de teste. Esses instrumentos digitais, registrados em infraestrutura blockchain, prometem simplificar processos, reduzir intermediários e melhorar o rastreamento de dados ao longo do ciclo de vida das operações.
“Os sinais apontam para uma experimentação inicial de mercado por meio de projetos-piloto, em vez de uma mudança completa no mercado”,
afirmaram os executivos.
De acordo com a análise, fluxos de garantias estão entre os primeiros candidatos à adoção de ativos tokenizados. A natureza intradiária dessas exigências torna atraente o uso de instrumentos digitais com liquidação quase imediata, incluindo stablecoins atreladas ao dólar em ambientes supervisionados.
“A natureza intradiária dos compromissos de garantia torna esse um caso de uso atraente para um ativo com essas características e compromissos de liquidez. A custódia e a compensação ajudarão na sua escalabilidade”,
afirmaram os executivos.
O relatório destaca ainda que reguladores dos Estados Unidos, como a SEC e a CFTC, têm recorrido a mecanismos como cartas de não objeção e orientações específicas para viabilizar testes controlados. Essas ferramentas permitem que iniciativas avancem dentro de limites definidos, sem a necessidade de mudanças regulatórias completas no curto prazo.
“Nesse contexto, trata-se de uma ferramenta poderosa para viabilizar rapidamente mudanças nas práticas do setor ou nas ofertas disponíveis no mercado, e já estamos vendo isso com as aprovações concedidas recentemente pela SEC”,
afirmaram Ben-Hur e Burns.
Para a Deloitte, a fase de transição pode levar à convivência entre versões tokenizadas e tradicionais do mesmo ativo, criando desafios de precificação, liquidez e roteamento de ordens. A consultoria recomenda que instituições reforcem trilhas de auditoria, controles de conformidade e segurança cibernética à medida que os ciclos de liquidação se tornam mais curtos.












