- Butão transfere milhões em Bitcoin para carteiras institucionais
- Arkham aponta padrão de vendas soberanas de BTC
- Movimentos com Ethereum e USDT indicam gestão ativa
O governo do Butão voltou a movimentar grandes volumes de Bitcoin, reforçando sua posição entre os poucos países que mantêm reservas relevantes da criptomoeda. Dados recentes de monitoramento on-chain mostram que carteiras associadas ao país transferiram mais de US$ 22 milhões em BTC ao longo da semana.

A maior operação ocorreu nas últimas horas, quando 184,028 BTC, avaliados em cerca de US$ 14,09 milhões, foram enviados de uma carteira vinculada ao Butão. Dias antes, outra transação envolveu 100,818 BTC, o equivalente a aproximadamente US$ 8,31 milhões, direcionados a um endereço identificado como depósito institucional de WBTC ligado à QCP Capital.
Esses destinos costumam estar associados à infraestrutura de negociação institucional de criptomoedas. Apesar disso, as movimentações não confirmam uma venda direta de Bitcoin por parte do país. Em muitos casos, transferências para esse tipo de endereço podem fazer parte de estratégias de liquidez, custódia ou reposicionamento de ativos digitais.
As operações acontecem em um momento de maior oscilação nos preços do Bitcoin, o que tende a aumentar a atenção do mercado quando há envolvimento de grandes detentores soberanos. Movimentos de governos costumam ser observados de perto por investidores que acompanham o fluxo de grandes volumes na blockchain.
Os dados também mostram uma redução expressiva nas reservas de Bitcoin do Butão ao longo do último ano. O volume, que já teria alcançado 13.295 BTC em outubro de 2024, estaria atualmente em torno de 5.700 BTC, segundo estimativas baseadas em rastreamento de carteiras públicas.
De acordo com a empresa de análise Arkham, as movimentações do país seguem um comportamento relativamente previsível.
“Segundo nossas observações, o Butão vende periodicamente BTC em lotes de cerca de US$ 50 milhões”,
observou a Arkham. A empresa também destacou que um período de vendas mais intensas teria ocorrido entre meados e o fim de setembro de 2025.
Além do Bitcoin, carteiras ligadas ao Butão registraram pequenas transações em Ethereum nos mesmos dias. Em paralelo, cerca de US$ 1,5 milhão em USDT circularam entre endereços associados ao país e carteiras conectadas a corretoras, sinalizando uma gestão ativa de tesouraria em criptomoedas.
As reservas do Butão teriam origem em operações de mineração apoiadas pelo Estado e abastecidas por energia hidrelétrica, o que diferencia o país de governos que obtiveram criptomoedas principalmente por meio de apreensões judiciais.












