- Bitcoin oscila perto de US$ 80 mil com alta leve
- Liquidações aumentam com volatilidade do Bitcoin
- Demanda fraca desafia sustentação da alta do Bitcoin
O Bitcoin voltou a superar o nível psicológico de US$ 80.000 nesta segunda-feira, marcando a primeira vez desde janeiro que a criptomoeda alcança esse patamar. Pouco depois, o ativo passou por ajuste e é negociado a US$ 79.636,20, com alta de 1,2% no dia.
O movimento reacende expectativas entre participantes do mercado sobre a possibilidade de novas máximas no curto prazo. Mesmo com a leve correção, o ativo segue próximo de uma zona considerada decisiva para o comportamento dos preços nas próximas sessões.
A alta ocorre em meio a um avanço mais amplo das criptomoedas, com altcoins registrando ganhos relevantes nas últimas 24 horas. Com isso, o valor total do mercado chegou a US$ 2,74 trilhões, enquanto o Bitcoin mantém uma dominância de 58,6%, segundo dados recentes do setor.
Outro reflexo direto dessa movimentação foi o aumento expressivo nas liquidações. O volume total atingiu US$ 357 milhões, praticamente dobrando em um intervalo de 24 horas. Esse comportamento é comum em períodos de variações rápidas de preço, quando posições alavancadas acabam sendo encerradas à força.
Apesar do entusiasmo de parte dos investidores, há sinais que pedem cautela. Dados on-chain indicam que o avanço recente pode não estar sendo sustentado por uma demanda consistente no mercado à vista. Em análises recentes, foi apontado que a valorização observada em abril ocorreu mesmo com retração na demanda real.
“A divergência entre o aumento dos preços e a contração da demanda à vista é um dos sinais on-chain mais claros de que os ganhos de preço são especulativos e não estruturais. A demanda aparente permaneceu negativa durante toda a alta de preços em abril, confirmando a ausência de suporte fundamental da demanda”, afirmou a empresa.
Esse cenário levanta dúvidas sobre a capacidade do Bitcoin de manter níveis próximos ou acima de US$ 80.000 no curto prazo, especialmente se não houver entrada consistente de novos compradores.
Além disso, o mercado acompanha possíveis movimentações institucionais. Segundas-feiras costumam trazer atualizações sobre compras semanais de grandes empresas, o que pode ter influenciado o movimento recente, embora ainda não haja confirmação oficial até o momento.













