- Petróleo sobe com ataque do Irã contra Israel
- Tensão no Oriente Médio impulsiona preços do petróleo
- Mercado reage a riscos no Estreito de Ormuz
Os preços do petróleo iniciaram a semana em forte alta após o aumento das tensões no Oriente Médio. O movimento ocorreu depois que o Irã lançou mísseis contra Israel, elevando os receios de uma escalada militar mais ampla na região e aumentando as preocupações sobre possíveis impactos no fornecimento global de energia.
O petróleo Brent, referência internacional para o mercado, registrou avanço de 2,42%, alcançando US$ 92,73 por barril nos contratos futuros para julho. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), principal referência dos Estados Unidos, subiu 2,44%, chegando a US$ 95,36 por barril nos contratos para agosto.
A reação dos mercados ocorreu em meio a novos confrontos envolvendo os dois países. Segundo informações divulgadas pela Casa Branca, o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi informado sobre os acontecimentos após Israel ser atingido por um míssil iraniano pela primeira vez desde o início do cessar-fogo.
O episódio aumentou as dúvidas sobre a continuidade das negociações diplomáticas em andamento. Trump comentou o assunto durante entrevista concedida à Fox News no domingo e afirmou que os ataques com mísseis “certamente não vão ajudar nas negociações”.
Do lado iraniano, o tom também se tornou mais rígido. Um funcionário envolvido nas negociações entre Teerã e Washington declarou à imprensa que “Um acordo com o presidente Trump já não é viável nesta fase”.
As declarações reforçaram a percepção de que a crise pode se prolongar por mais tempo do que o esperado pelos investidores. Além das preocupações com a segurança regional, os participantes do mercado acompanham atentamente qualquer risco envolvendo rotas estratégicas de transporte de petróleo.
Em publicação na rede social X, Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, acusou os Estados Unidos de promoverem um bloqueio naval e de violarem acordos relacionados ao Líbano. Segundo ele, as bases e ativos norte-americanos, assim como alvos ligados ao governo libanês, passaram a ser considerados “alvos legítimos”.
Enquanto a tensão geopolítica pressiona os preços para cima, a OPEP+ anunciou um novo aumento das metas de produção. O grupo aprovou a elevação de 188 mil barris por dia a partir de julho, marcando o quarto ajuste de oferta desde o fechamento do Estreito de Ormuz.
A medida busca ampliar a disponibilidade de petróleo no mercado internacional, embora investidores continuem focados nos desdobramentos do conflito entre Irã e Israel e nos possíveis impactos sobre a oferta global de energia.












