- Futuros do S&P 500 recuam com tensão no Oriente Médio
- Bitcoin sobe 2,24% enquanto VIX dispara quase 40%
- Mercados aguardam dados de inflação dos EUA
Os futuros das bolsas americanas iniciaram a semana sob pressão após relatos de que o Irã teria lançado mísseis contra Israel, aumentando a preocupação dos investidores com a estabilidade do cessar-fogo na região e ampliando a busca por proteção nos mercados globais.
No início das negociações, os futuros do Dow Jones recuavam para 50.846 pontos, registrando queda de 0,18%. Já os futuros do S&P 500 eram negociados em 7.410,50 pontos, com alta de 0,14%, enquanto os futuros da Nasdaq avançavam 0,55%, para 29.185 pontos. O índice Russell 2000 também apresentava valorização de 0,14%, alcançando 2.838,90 pontos.
Apesar da recuperação parcial observada em alguns contratos futuros, o sentimento geral permanecia cauteloso. Um dos principais sinais dessa preocupação veio do índice VIX, conhecido como o “indicador do medo” de Wall Street, que disparava 39,68%, alcançando 21,51 pontos.
As bolsas da Ásia-Pacífico abriram em forte baixa nesta segunda-feira. O destaque negativo ficou para a Coreia do Sul, onde o índice Kospi despencou 8,4%. No Japão, o Nikkei 225 registrou queda de 3,4%, refletindo o aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais.
O novo episódio de tensão ocorreu após uma publicação do presidente do Parlamento iraniano, MB Ghalibaf, que criticou medidas dos Estados Unidos e alegadas violações de acordos relacionados ao Líbano. Pouco depois, surgiram relatos de um ataque com mísseis, reacendendo as preocupações dos investidores.
A movimentação nos mercados aconteceu após uma semana difícil para as ações americanas. Na sexta-feira, o Nasdaq registrou sua maior queda desde abril de 2025, enquanto o S&P 500 e o Dow Jones encerraram o pregão em forte baixa.
Os dados de emprego divulgados nos Estados Unidos também contribuíram para o aumento da volatilidade. O relatório mostrou uma economia mais resiliente do que o esperado, elevando os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e reforçando as expectativas de juros elevados por um período mais prolongado.
“O mercado de ações pode estar se tornando vítima do próprio sucesso”, disse Callie Cox, estrategista-chefe de mercado da Ritholtz Wealth Management. “O mercado de trabalho se recuperou, mas a ameaça de uma inflação persistentemente alta parece ser o risco que paira na mente de todos.”
“O crescimento e o dinamismo superaram quase tudo desde as mínimas de março”, acrescentou ela. “Isso não é o que se esperaria em um ambiente de altas taxas de juros e alta inflação, e essas estratégias podem estar sujeitas a decepções se as pressões de custos permanecerem elevadas.”
Entre os ativos acompanhados pelos investidores, o ouro era negociado a US$ 4.359,30 por onça, com leve recuo de 0,14%. Já o petróleo Brent avançava 2,51%, alcançando US$ 95,43 por barril, movimento associado às preocupações com possíveis impactos no fornecimento global de energia.
No mercado de criptomoedas, o Bitcoin mostrava recuperação e era negociado a US$ 62.816,49, registrando alta de 2,24%. O desempenho da maior criptomoeda do mercado chamou atenção em meio à volatilidade observada nos ativos tradicionais.
A atenção dos investidores agora se concentra nos próximos dados do índice de preços ao consumidor (CPI) e do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos. Os indicadores serão acompanhados de perto por Wall Street, enquanto o mercado também se prepara para a aguardada estreia pública da SpaceX, considerada uma das maiores ofertas da história do mercado americano.














