- Bitcoin opera em queda e testa suporte-chave nos US$ 70 mil
- Força vendedora ganha espaço no mercado de criptomoedas
- Saídas de ETFs e incerteza macro pressionam o BTC
O bitcoin segue sob pressão pelo segundo dia consecutivo e é negociado próximo de US$ 72.097,99, acumulando queda de quase 6% no período recente. Durante a sessão, o ativo chegou a tocar a mínima de US$ 71.888, reforçando a percepção de fragilidade técnica em meio ao aumento do volume vendedor no mercado de criptomoedas.
Mesmo com tentativas pontuais de estabilização, o bitcoin luta para se manter acima do nível psicológico de US$ 70.000. A leitura predominante entre analistas é de que a força vendedora segue dominante, o que torna cada vez mais provável um teste direto dessa região nas próximas sessões, considerada crucial para o equilíbrio entre oferta e demanda.
O cenário macroeconômico continua exercendo influência direta sobre o preço. A intensificação das tensões entre Estados Unidos e Europa, associada à estratégia geopolítica do atual presidente dos EUA, Donald Trump, tem incentivado investidores a reduzir exposição a ativos de risco. Soma-se a isso a recente paralisação parcial do governo americano, que atrasou a divulgação de indicadores econômicos relevantes e elevou o nível de incerteza nos mercados globais.
As expectativas em torno da política monetária dos EUA também pesam sobre o desempenho do bitcoin. A indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve aumentou as especulações sobre uma possível mudança na condução dos juros, fator que costuma afetar diretamente ativos dependentes de liquidez, como as criptomoedas.
No ambiente institucional, grandes investidores vêm promovendo ajustes de posição diante da expectativa de uma correção mais profunda. Esse movimento reduziu a liquidez do mercado e ampliou a sensibilidade do preço a fluxos de venda concentrados, contribuindo para a aceleração das perdas observadas nos últimos dias.
Os ETFs de bitcoin à vista permanecem como um dos principais vetores dessa pressão. Desde as liquidações de posições alavancadas ocorridas no fim de 2024, esses fundos acumulam saídas expressivas. Apenas em janeiro, os resgates superaram US$ 3 bilhões, somando-se aos fluxos negativos registrados nos meses anteriores e mantendo o viés de curto prazo mais frágil.
O enfraquecimento do bitcoin também impactou empresas ligadas ao setor. Companhias com foco em tesouraria de bitcoin registraram quedas próximas de 5%, enquanto empresas de mineração listadas em bolsa chegaram a perder cerca de 11%, refletindo o momento mais defensivo do mercado de criptomoedas.












