- Bitcoin agora testa suporte crítico em US$ 60 mil
- Liquidações e ETFs pressionam mercado de criptomoedas
- Bitcoin perde para o ouro em desempenho anual
O Bitcoin agora é cotado perto de US$ 60 mil, com mínima registrada em US$ 60.063,19 nesta quinta-feira (5), sinalizando forte pressão vendedora e possível rompimento de um suporte técnico chave. A principal criptomoeda do mercado acumula queda de 28% na semana e já recua mais de 50% desde a máxima histórica registrada em outubro de 2025.

A leitura do mercado mudou. O BTC, antes considerado um hedge contra inflação e choques macroeconômicos, tem decepcionado nesse papel. Enquanto o ouro acumula alta de 68% em 12 meses, o Bitcoin amarga perdas de quase 30% no mesmo intervalo, perdendo espaço como ativo de proteção.
Marion Laboure, analista do Deutsche Bank, resumiu o sentimento do mercado: “Essa venda constante indica que investidores tradicionais estão perdendo o interesse, e o pessimismo com o mercado de criptomoedas está crescendo”.
Com a perda da zona dos US$ 70 mil, o alerta de muitos traders se concretizou. James Butterfill, da CoinShares, classificou os US$ 70 mil como “nível psicológico importante” e alertou que, sem sustentação, o preço poderia mergulhar para a faixa entre US$ 60 mil e US$ 55 mil.
Mais de US$ 2 bilhões em posições alavancadas foram liquidadas nesta semana, segundo a Coinglass. Esse movimento ocorre quando os preços atingem níveis pré-definidos que obrigam a venda automática, ampliando a pressão negativa.
Altcoins também foram impactadas. O Ethereum caiu 37% na semana e a Solana recua 39%, sendo negociada a US$ 71 — menor nível em quase dois anos.
Além disso, a força institucional que sustentava o BTC parece estar se esvaindo. A CryptoQuant revelou que os ETFs americanos, que acumularam 46 mil bitcoins em 2025, se tornaram vendedores líquidos em 2026. A quebra da média móvel de 365 dias também é vista como um sinal preocupante, com o BTC já em queda de 23% desde então.
“Bitcoin não opera mais com base em hype. Agora, o movimento depende exclusivamente de liquidez e fluxo de capital”, destacou Maja Vujinovic, CEO da FG Nexus.












