- Imposto sobre criptomoedas afetará ganhos acima de AUD 3 milhões
- Nova regra tributária da Austrália entra em vigor em julho
- AUSTRAC limita uso de caixas eletrônicos com criptomoedas
A partir de 1º de julho de 2025, a Austrália implementará mudanças significativas na forma como tributa ativos digitais e tradicionais. A nova lei fiscal, válida para o ano fiscal 2025-2026, estabelece a cobrança de até 15% sobre ganhos de capital não realizados para patrimônios que excedam 3 milhões de dólares australianos — o equivalente a cerca de 2 milhões de dólares americanos.
A medida, que inclui criptomoedas como Bitcoin entre os ativos tributáveis, também abrange ações e imóveis. O governo justifica a iniciativa como uma maneira de equilibrar o orçamento nacional, mesmo que os ganhos sobre os quais incide o imposto ainda não tenham sido concretizados em vendas.
Fred Krueger, analista do setor, classificou a política como um marco. Já especialistas do mercado expressaram preocupações quanto à atratividade da Austrália como destino de investimento. Tom Lee, diretor da Fundstart Capital, afirmou que se trata de uma “ideia incrivelmente ruim”, argumentando que a taxação antecipada de lucros pode afastar capital estrangeiro e prejudicar o crescimento econômico a longo prazo.
On July 1, it looks likely that Australia will pass the first tax on “unrealized capital gains” for people with over 3MM AUD in assets (about 2MM USD).
– this includes Bitcoin.
– if you have Bitcoin and it goes up between 2025 and 2026, you owe the Government 15% of the gains.
-…— Fred Krueger (@dotkrueger) June 1, 2025
Em paralelo às mudanças tributárias, a AUSTRAC — agência de inteligência financeira do país — passou a limitar transações com criptomoedas realizadas em caixas eletrônicos a AUD 5.000 por operação, o que equivale a cerca de US$ 3.250. A decisão vem em resposta ao aumento de fraudes direcionadas a usuários mais velhos, especialmente aqueles com mais de 50 anos.
Dados recentes mostram que 72% dos golpes com criptoativos foram realizados por meio de transações feitas por essa faixa etária. Brendan Thomas, CEO da AUSTRAC, declarou que as novas diretrizes visam reforçar a proteção ao consumidor, além de assegurar maior transparência e integridade ao mercado de ativos digitais no país.
A medida pode mudar a estratégia de grandes investidores. David Schwartz, CTO da Ripple, sugeriu como alternativa o uso de ativos como garantia em operações de crédito, evitando assim a realização de lucros e a consequente incidência do novo imposto.














