- Golpe com criptomoedas atingiu mais de 190 vítimas
- Fraude usava falsa plataforma de investimento digital
- Autoridades ampliam combate a crimes com criptos
A polícia da Austrália acusou um homem de 42 anos por suposto envolvimento em um esquema de investimento em criptomoedas que teria causado prejuízos de cerca de US$ 3,5 milhões (aproximadamente 5 milhões de dólares australianos). O caso teria afetado mais de 190 pessoas, principalmente idosos e indivíduos em situação de vulnerabilidade.
Segundo as autoridades, o suspeito foi liberado sob fiança condicional e deverá comparecer ao Tribunal Local de Burwood no dia 17 de março. A investigação é conduzida pela Força-Tarefa Resaca, ligada ao Esquadrão de Crimes Cibernéticos.
Mandados de busca foram cumpridos em residências nos subúrbios de Strathfield e Cammeray. Durante as operações, os agentes apreenderam equipamentos eletrônicos e documentos considerados relevantes para o andamento das apurações.
O homem detido em Strathfield foi acusado de lidar de forma imprudente com recursos provenientes de atividades criminosas, em um caso relacionado à lavagem de dinheiro por meio de uma plataforma online. Um segundo suspeito, de 36 anos, também foi levado para interrogatório e liberado posteriormente, enquanto as investigações continuam.
De acordo com a polícia, o esquema teria começado em novembro de 2025. As vítimas eram abordadas por meio de redes sociais por pessoas que se apresentavam como consultores financeiros, oferecendo oportunidades de investimento em criptomoedas, ações e outros produtos.
Os interessados eram orientados a transferir valores para um portal chamado “NEXOpayment”. A plataforma simulava operações legítimas, levando os usuários a acreditar que estavam adquirindo ativos reais. No entanto, os fundos depositados teriam sido desviados por meio de diversas carteiras digitais e corretoras, um padrão típico de movimentação para ocultação de origem.
O superintendente interino Jason Smith, responsável pelo Esquadrão de Crimes Cibernéticos, destacou que fraudes de investimento continuam sendo a categoria de maior impacto financeiro entre os crimes digitais no país, gerando perdas de centenas de milhões de dólares todos os anos.
A ação ocorre em um momento de maior vigilância sobre o setor. O órgão regulador financeiro AUSTRAC criou recentemente uma força-tarefa dedicada ao monitoramento de atividades envolvendo criptomoedas, incluindo o uso de caixas eletrônicos digitais.
Além disso, o governo australiano apresentou propostas para ampliar os poderes regulatórios sobre produtos e canais considerados de alto risco. Mesmo com o reforço das medidas, autoridades relatam a evolução constante das táticas utilizadas por criminosos, incluindo a criação de plataformas falsas e o uso de múltiplas camadas de transações para dificultar o rastreamento dos recursos.













