- Winklevoss movimentam 1.773 Bitcoin avaliados em US$ 130 milhões
- Transferência de BTC para Gemini levanta suspeita de venda
- Bitcoin supera US$ 71 mil após recente recuperação do mercado
Os gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss, bilionários cofundadores da corretora de criptomoedas Gemini, podem ter vendido cerca de 1.773 Bitcoin, avaliados em aproximadamente US$ 130 milhões, após uma série de movimentações detectadas recentemente em suas carteiras.
Os dados foram identificados pela plataforma de análise Arkham Intelligence, que apontou que as transferências ocorreram em 4 de março por meio da Winklevoss Capital, o family office administrado pelos irmãos e voltado a investimentos em startups e diferentes classes de ativos.
De acordo com os registros on-chain, os BTC foram enviados para carteiras ligadas à própria corretora Gemini, o que frequentemente indica movimentações destinadas à liquidez ou possíveis vendas no mercado.
THE WINKLEVOSS TWINS SOLD $130M BTC
The Winklevoss Twins transferred $130M of BTC to Gemini Hot Wallets since last week, presumably to sell.
The Winklevosses once owned 1% of the circulating BTC supply – and now continue to hold $764M of BTC. Their total PnL on BTC is currently… pic.twitter.com/Pjzp45V3K7
— Arkham (@arkham) March 10, 2026
No momento da transferência, o Bitcoin era negociado entre US$ 67.000 e US$ 68.000. Desde então, o ativo registrou uma recuperação relevante, superando novamente o nível de US$ 70.000 no início desta semana.
Na segunda-feira, a principal criptomoeda do mercado voltou a ultrapassar essa faixa e chegou a ser negociada brevemente acima de US$ 71.000 nas primeiras horas da terça-feira, acompanhando um aumento na atividade de negociação e na liquidez global do mercado.
Apesar da possível venda, a Winklevoss Capital ainda mantém uma posição significativa em Bitcoin. Segundo os dados mais recentes, a carteira do fundo possui mais de 8.700 BTC, avaliados em cerca de US$ 621 milhões com base nos preços atuais do mercado.
Além disso, o portfólio inclui uma reserva relevante de Ethereum, estimada em aproximadamente US$ 145 milhões. O family office também mantém participações em empresas e projetos ligados ao setor de criptos e tecnologia.
Cameron e Tyler Winklevoss ganharam notoriedade pública inicialmente após uma disputa judicial com Mark Zuckerberg envolvendo a criação do Facebook. O processo terminou em 2008 com um acordo de US$ 65 milhões.
Após o episódio, os irmãos direcionaram parte do capital para o mercado de Bitcoin e se tornaram alguns dos primeiros investidores institucionais de alto perfil no setor.
Em 2013, os gêmeos teriam adquirido cerca de 120.000 BTC quando o preço da criptomoeda girava em torno de US$ 10 por unidade. Naquele período, a participação representava aproximadamente 1% de todos os Bitcoins existentes.
Desde então, os Winklevoss continuam entre os nomes mais conhecidos associados à adoção inicial do Bitcoin e ao desenvolvimento da infraestrutura do mercado de criptomoedas nos Estados Unidos.














