- Warren Buffett aguarda ações da Apple ficarem mais baratas
- Berkshire Hathaway mantém caixa elevado e estratégia cautelosa
- Apple segue principal investimento de longo prazo da Berkshire
O presidente da Berkshire Hathaway, Warren Buffett, voltou a destacar que estaria disposto a ampliar sua posição em ações da Apple, desde que o preço atinja níveis mais atrativos. Em entrevista recente, o investidor afirmou que a decisão de compra está diretamente ligada ao valuation, reforçando sua abordagem tradicional de buscar oportunidades com desconto.
“Eu comprarei se estiverem baratas. Comprarei muitas se estiverem baratas”, disse Buffett ao comentar sua visão sobre a gigante de tecnologia. Apesar do interesse, ele ressaltou que o cenário atual do mercado ainda não oferece essa oportunidade.
Buffett indicou que a Apple continua sendo uma empresa de alta qualidade, mas ponderou que o preço atual não justifica novos aportes. “Não é impossível que a Apple chegue a um preço. Nós compraríamos muitos, mas não neste mercado”, afirmou. “Isso simplesmente não vai acontecer neste mercado.”
A Berkshire iniciou sua posição na Apple em 2016, com um investimento inicial de cerca de US$ 1 bilhão. Desde então, a participação cresceu significativamente, embora tenha passado por reduções recentes. A venda de parte das ações começou no fim de 2023 e continuou ao longo de 2024 e 2025, resultando em uma diminuição relevante da exposição.
Mesmo assim, a Apple permanece como a principal participação acionária da holding. Buffett reconheceu que a venda ocorreu antes do ideal, mas destacou os ganhos acumulados. “Vendi cedo demais”, afirmou. “Mas comprei ainda mais cedo. Acho que já lucramos mais de 100 bilhões de dólares antes dos impostos.”
Ao analisar a empresa, Buffett reforçou sua confiança na capacidade da Apple de manter forte demanda e vantagens competitivas. Ele também destacou a eficiência da gestão e a alta rentabilidade sobre o capital investido, comparando-a com outros ativos da Berkshire.
Sobre o ambiente macroeconômico, o investidor minimizou a recente volatilidade dos mercados, afirmando que movimentos atuais são modestos frente a crises anteriores. A Berkshire, atualmente sob liderança do CEO Greg Abel, mantém cerca de US$ 350 bilhões em caixa e títulos do Tesouro, além de continuar ativa em compras de ativos considerados seguros.
Esse posicionamento reforça a estratégia da empresa de aguardar momentos mais favoráveis antes de realizar grandes investimentos no mercado acionário.












