- Staking ETH exige até 43 dias para saída
- Vitalik diz que demora protege integridade da Ethereum
- Fila de validadores reflete adesão recorde ao staking
Vitalik Buterin, cofundador da Ethereum, se manifestou nas redes sociais em defesa dos longos prazos exigidos para a saída de validadores do staking de ETH. Atualmente, o tempo estimado para desativação completa de um validador ultrapassa 43 dias, o que tem gerado críticas por parte de analistas e participantes do setor.
Segundo Buterin, os atrasos não são falhas técnicas, mas sim uma escolha intencional de design. Em sua fala, ele comparou o processo a um compromisso militar: “É mais como um soldado decidindo abandonar o exército. Apostar significa assumir o dever solene de defender a corrente”. Para ele, permitir saídas rápidas prejudicaria a segurança e a estabilidade da rede. “O atrito em desistir faz parte do acordo”, afirmou.
It's more like a soldier deciding to quit the army.
Staking is about taking on a solemn duty to defend the chain. Friction in quitting is part of the deal. An army cannot hold together if any percent of it can suddenly leave at any time.
That's not to say that the current…
— vitalik.eth (@VitalikButerin) September 17, 2025
O staking na rede Ethereum funciona como uma engrenagem fundamental para a validação de blocos. Os validadores precisam travar uma quantidade mínima de ETH e, ao decidirem sair, são colocados em uma fila que depende da demanda de saída. Hoje, mais de 1 milhão de validadores mantêm cerca de 35,6 milhões de ETH travados — quase 30% da oferta total do ativo.
Esses números ajudam a explicar por que os prazos têm se estendido. A fila para entrar no staking está em torno de sete dias, enquanto a de saída ultrapassa seis semanas. A chamada Validator Queue é atualizada constantemente com base na atividade dos validadores na rede.
O tempo prolongado de desinvestimento foi criticado por nomes influentes da indústria, como Michael Marcantonio, chefe de DeFi da Galaxy Digital. Em postagem que depois foi deletada, ele expressou preocupação com a usabilidade da rede frente à concorrência. “Não está claro como uma rede que leva 45 dias para retornar ativos pode servir como uma candidata adequada para impulsionar a próxima era dos mercados de capital globais”, afirmou, em comparação direta com a Solana, onde o prazo de saída é de apenas dois dias.
A discussão evidencia o contraste entre a segurança estrutural da Ethereum e a agilidade de outras blockchains, especialmente em um momento em que o staking se consolida como estratégia central para muitos investidores e operadores institucionais no ecossistema de criptomoedas.












