- USDCx foca privacidade com infraestrutura da Aleo
- xReserve garante lastro e interoperabilidade do USDC
- Stablecoin privada mira uso institucional
A Aleo Network Foundation anunciou o lançamento do USDCx, uma stablecoin programável voltada para pagamentos privados, que será disponibilizada inicialmente na rede de testes da Aleo. O ativo utilizará a infraestrutura de conhecimento zero da blockchain e contará com o serviço xReserve da Circle para manter reservas totalmente lastreadas em USDC, garantindo interoperabilidade com o token nativo em redes compatíveis.
O projeto posiciona o USDCx como um recurso institucional para transações digitais globais. A Fundação destacou que a proposta combina a confiabilidade de uma stablecoin amplamente usada com mecanismos avançados de privacidade, permitindo executar pagamentos sem expor detalhes sensíveis em registros públicos. A ideia acompanha uma tendência crescente no setor, que busca conciliar conformidade regulatória com níveis maiores de confidencialidade.
O Diretor Comercial da Circle, Kash Razzaghi, avaliou a iniciativa como um marco importante para o uso corporativo de stablecoins.
“O lançamento do USDCx na Aleo combina ativos de reserva de alta qualidade com visibilidade e privacidade on-chain para fortalecer a base na qual as empresas se apoiam à medida que expandem o uso de stablecoins globalmente”,
afirmou Razzaghi.
A iniciativa também aborda uma limitação comum das stablecoins atuais: a exposição das transações em nível de endereço. A Aleo observou que a maioria das blockchains “carece da capacidade de suportar transações privadas, deixando dados financeiros e de identidade expostos publicamente”. Com a tecnologia de conhecimento zero, a rede busca viabilizar operações confidenciais sem romper padrões de conformidade ou comprometer auditorias regulatórias.
Com o xReserve, equipes de blockchain podem emitir ativos lastreados em USDC mantendo compatibilidade com o token original, sem depender de pontes externas. O USDCx foi projetado como uma stablecoin privada que pode ser convertida em USDC padrão por meio de transferências diretas entre blockchains, reduzindo riscos adicionais de custódia.
Razzaghi classificou o xReserve como “um passo significativo em direção a uma forma de capacitar equipes de blockchain a trazer confiança, transparência e inovação responsável para o centro das finanças nativas da internet”, reforçando que o USDCx combina privacidade e visibilidade on-chain com padrões institucionais.
Leena Im, diretora de operações da Aleo Network Foundation, contextualizou o movimento como parte da evolução tecnológica do setor.
“Após anos de hype, o blockchain está entrando em sua era de utilidade. No entanto, a maioria das stablecoins hoje opera em blockchains onde todas as transações podem ser visualizadas e analisadas, uma dinâmica que molda a rapidez com que os usuários comuns se envolvem”,
disse Im. Ela comparou a proposta da Aleo à transição da internet “de HTTP para HTTPS, que tornou a segurança e a confiança o padrão”.
A Fundação afirma que o USDCx pode desbloquear categorias de aplicações que exigem liquidação privada sem sacrificar velocidade ou alcance, posicionando a Aleo como uma camada de infraestrutura voltada para pagamentos digitais com foco em privacidade dentro dos Estados Unidos.












