O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou com um processo contra o JPMorgan Chase e seu CEO, Jamie Dimon, buscando pelo menos US$ 5 bilhões em indenizações. A ação foi protocolada no tribunal estadual do condado de Miami-Dade e sustenta que o banco teria se recusado a oferecer serviços bancários ao presidente e às suas empresas por motivações políticas.
A denúncia alega difamação comercial e violação do pacto implícito de boa-fé e negociação justa. Segundo o documento, Dimon também teria infringido a lei da Flórida sobre práticas comerciais enganosas. Em resposta, o banco afirmou que não encerra contas por razões políticas ou religiosas, sustentando que suas decisões são guiadas por critérios legais e regulatórios.
O embate se soma a uma campanha recorrente de Trump contra o que classifica como “desbancarização” por parte de grandes instituições financeiras. O tema ganhou tração ao longo de 2025, à medida que empresas e indivíduos alegaram restrições ao acesso a serviços bancários por razões ideológicas, elevando a pressão política e regulatória sobre o setor.
Em novembro, o maior banco dos EUA reconheceu enfrentar análises, investigações e processos judiciais relacionados ao esforço do governo Trump para conter práticas que, segundo a Casa Branca, limitariam o acesso financeiro de determinados clientes. O caso atual amplia esse contexto e reforça a visibilidade do tema no debate público e empresarial.
A Organização Trump já havia acionado judicialmente a Capital One Financial por acusações semelhantes, indicando um padrão de litígios envolvendo bancos de grande porte. Para Trump, a discussão transcende interesses corporativos e envolve o funcionamento do sistema financeiro para consumidores e empresas.
“A desbancarização é uma questão de interesse público e de grande importância para todos os consumidores e empresas nos Estados Unidos da América — e o JPMC, especialmente considerando sua história de liderança e prestígio, é um ator central nessa saga preocupante e em curso”, diz a denúncia, conforme cópia analisada pela Bloomberg.
O JPMorgan declarou que o processo carece de fundamento e reiterou sua política interna. “Encerramos contas porque elas criam riscos legais ou regulatórios para a empresa”, afirmou o banco. “Lamentamos ter que fazer isso, mas muitas vezes as regras e as expectativas regulatórias nos levam a essa situação. Temos solicitado tanto a esta Administração quanto às administrações anteriores que alterem as regras e regulamentações que nos colocam nessa posição, e apoiamos os esforços da Administração para impedir a instrumentalização do setor bancário.”












