- Trump ameaça Irã após ataque a instalações de gás
- Petróleo Brent dispara com risco no Estreito de Ormuz
- Crise no Oriente Médio pressiona mercados e criptomoedas
O atual presidente dos EUA, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã após novos ataques atingirem instalações de energia no Catar e no Irã, ampliando a tensão no Oriente Médio e reacendendo o alerta nos mercados globais. A declaração veio depois de Teerã retaliar o bombardeio israelense ao campo de South Pars, a maior reserva de gás natural do mundo, compartilhada entre Irã e Catar.
Trump afirmou que, caso o Irã continue atacando a infraestrutura energética catariana, os EUA “destruiriam completamente o campo de gás de South Pars”. Em outra publicação, ele também declarou que “os Estados Unidos não sabiam nada sobre esse ataque em particular, e o Catar não estava de forma alguma envolvido com ele, nem tinha ideia de que ele iria acontecer”.
A ofensiva marcou um novo estágio do conflito iniciado em 28 de fevereiro. Pela primeira vez, a infraestrutura de produção de gás iraniana entrou diretamente na linha de fogo. Em resposta, mísseis balísticos iranianos atingiram a Cidade Industrial de Ras Laffan, no Catar, onde está localizada a maior instalação de exportação de gás natural liquefeito do mundo.
Autoridades catarianas relataram “danos extensos” na área industrial, enquanto equipes de emergência foram mobilizadas para conter incêndios. Apesar da gravidade do ataque, não houve confirmação de vítimas.
No campo diplomático, líderes europeus passaram a defender uma desescalada imediata. Emmanuel Macron pediu uma moratória contra ataques a infraestrutura civil, especialmente energia e água. Já o governo alemão alertou para uma “crise da mais grave ordem” caso a interrupção das cadeias globais de suprimento se aprofunde.
Nos países do Golfo, o tom também endureceu. Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita classificaram os ataques como ameaça direta à segurança energética regional. Doha ainda expulsou representantes iranianos ligados às áreas militar e de segurança.
A reação dos mercados foi imediata. Os contratos futuros do petróleo Brent para maio subiram 4%, a US$ 111,77 por barril, enquanto o WTI avançou para US$ 97,56. Ao mesmo tempo, a queda no tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz aumentou o temor de um choque de oferta.
Com o risco energético em alta, investidores também passaram a reavaliar posições em ativos de risco, incluindo criptomoedas, diante da possibilidade de uma crise mais ampla afetando inflação, liquidez global e apetite por exposição em mercados voláteis.












