- American Bitcoin cai após desbloqueio de ações
- Volatilidade atinge token ligado a Eric Trump
- ABTC recua com pressão vendedora pós-bloqueio
O token American Bitcoin registrou uma forte desvalorização após o encerramento do período de bloqueio de parte das ações provenientes da oferta privada pré-fusão. A empresa, que atua nos segmentos de mineração e acumulação de bitcoins e conta com Eric Trump e Donald Trump Jr. entre seus cofundadores, enfrentou um dia marcado por intensa pressão vendedora.
Logo na primeira hora de negociação, o papel ABTC chegou a cair quase 50%, tocando a mínima de US$ 1,80, após ter fechado o dia anterior a US$ 3,58. Mesmo com alguma recuperação intradiária, o ativo encerrou a sessão a US$ 2,19, acumulando queda diária de 38,83%, reflexo direto da liberação de ações antes restritas à negociação.
“Hoje, nossas ações de colocação privada pré-fusão foram liberadas — esses investidores iniciais agora podem realizar seus lucros pela primeira vez, e é por isso que veremos volatilidade”,
escreveu Eric Trump no X. Ele também afirmou que os fundamentos da empresa são “praticamente incomparáveis” e garantiu que continuará segurando suas próprias ações.
A American Bitcoin se fundiu com a Gryphon Digital Mining para operar na Nasdaq em setembro, e desde então o desempenho do papel vem chamando atenção. Mesmo com resultados positivos no último trimestre, o token segue longe do pico de US$ 9,31 registrado no mês da fusão, acumulando retração superior a 76% desde então.
No relatório do terceiro trimestre, a empresa divulgou receita de US$ 64,2 milhões, bem acima dos US$ 11,6 milhões registrados no ano anterior. O lucro líquido avançou para US$ 3,5 milhões, revertendo o prejuízo de US$ 0,6 milhão do mesmo período de 2023. “Mais que dobramos nossa capacidade de mineração, mais que dobramos a receita e aumentamos a margem bruta em sete pontos percentuais em relação ao trimestre anterior”, afirmou o CEO Michael Ho.
A companhia também continua expandindo sua reserva de bitcoin, informando em novembro que possuía aproximadamente 4.090 BTC entre custódia e ativos penhorados para financiamentos de equipamentos.
O movimento de queda do ABTC acompanha a fraqueza de outras ações ligadas ao mercado de criptomoedas. Empresas do setor registraram recuos expressivos no último mês, refletindo menor apetite dos investidores. Analistas destacam que novos desbloqueios de ações previstos para 2026 devem exigir maior atenção do mercado em relação aos próximos vencimentos.














