- Eric Trump critica processo de Justin Sun contra WLFI
- WLFI tokens congelados geram disputa e debate sobre DeFi
- Justin Sun e polêmica da banana de US$ 6 milhões
Eric Trump voltou a criticar publicamente Justin Sun após a abertura de um processo federal contra a World Liberty Financial (WLFI), classificando a ação como “ridícula”. O comentário veio acompanhado de ironia sobre um episódio marcante envolvendo o fundador da TRON: a compra de uma obra de arte composta por uma banana presa à parede com fita adesiva, que custou cerca de US$ 6 milhões.
O filho do atual presidente dos EUA é cofundador do projeto DeFi, que tem sido alvo de questionamentos relacionados à governança e a um empréstimo controverso de US$ 75 milhões. A declaração ocorre após Sun alegar que teve seus tokens WLFI congelados de forma indevida, além de ser excluído de decisões importantes dentro da plataforma.
The only thing more ridiculous than this lawsuit is spending $6 million on a banana duct-taped to a wall. We are incredibly proud of the @worldlibertyfi team… https://t.co/ahfBKvCdwN
— Eric Trump (@EricTrump) April 22, 2026
Segundo o processo, a WLFI teria utilizado um mecanismo de lista negra para restringir ativos e direitos de governança. Sun afirma que a medida compromete princípios fundamentais de descentralização e transparência, pilares do setor de criptomoedas.
Apesar das críticas atuais, a relação entre os dois já foi próxima. Em declarações anteriores, Trump havia chamado Sun de “um grande amigo” e demonstrado apoio à TRON. A mudança de tom evidencia o aumento das tensões após o início da disputa judicial.
Zach Witkoff, CEO da World Liberty, respondeu ao caso afirmando que a ação judicial não possui mérito e representa uma tentativa de desviar o foco de outras questões. Ele destacou que as medidas adotadas pela empresa tiveram como objetivo proteger os usuários.
Dados recentes indicam que a governança do projeto está concentrada. Apenas 10 carteiras controlam cerca de 76% do poder de voto, enquanto a família Trump detém aproximadamente 22,5 bilhões de tokens WLFI. Relatórios apontam ainda que o grupo já teria gerado cerca de US$ 1 bilhão em receitas até dezembro de 2025.
Sun, que investiu US$ 75 milhões no projeto, viu sua carteira ser colocada na lista negra em setembro de 2025, com cerca de 540 milhões de tokens congelados. A WLFI justificou a decisão com base em movimentações on-chain avaliadas em US$ 9 milhões, interpretadas como possíveis vendas antecipadas. O empresário, por sua vez, afirmou que eram apenas testes.
A situação se intensificou com uma proposta de governança publicada em abril de 2026, que impacta mais de 62 bilhões de tokens. O documento estabelece que usuários que não aceitarem novos termos poderão ter seus ativos bloqueados indefinidamente.
Além disso, tokens de primeiros investidores enfrentariam um bloqueio de dois anos, seguido por mais dois anos de liberação gradual. Como seus ativos já estavam congelados, Sun não teve participação na votação.
O token WLFI, que chegou a US$ 0,46 em setembro de 2025, acumulou forte queda nos meses seguintes. Em abril de 2026, atingiu uma mínima próxima de US$ 0,076, sendo negociado atualmente em torno de US$ 0,08.
No centro do processo também está a alegação de uma função oculta nos contratos inteligentes, capaz de restringir ativos sem aviso prévio. Sun argumenta que esse tipo de mecanismo vai contra a proposta de controle direto do usuário, frequentemente associada ao setor DeFi.
O empresário afirma que tentou resolver o conflito de forma amigável antes de recorrer à Justiça, mas não obteve sucesso nas negociações.













