- Tether usará Rumble para impulsionar stablecoin USAT
- Rumble lançará carteira de criptomoedas ainda em 2025
- USAT foi criada para o mercado regulado dos EUA
O CEO da Tether, Paolo Ardoino, revelou que a empresa pretende utilizar a plataforma de streaming de vídeo Rumble para ampliar a adoção da USAT, sua nova stablecoin lastreada em dólar e voltada para o mercado dos Estados Unidos. O anúncio foi feito durante o evento Token2049, em Singapura, onde Ardoino destacou que a estratégia pode converter a base de 51 milhões de usuários ativos mensais da Rumble em potenciais usuários da stablecoin.
“O objetivo é provar como podemos converter os 51 milhões de usuários ativos mensais do Rumble, a maioria nos Estados Unidos, para usar stablecoins nos EUA, o país mais sofisticado em termos de finanças”,
disse Ardoino.
Segundo o executivo, a Rumble planeja lançar ainda este ano uma carteira de criptomoedas desenvolvida com tecnologia da Tether, reforçando o projeto de integração entre a mídia social e o setor financeiro digital. A Tether já possui uma participação significativa na Rumble, após investir US$ 775 milhões em 2024, alcançando aproximadamente 48% de controle acionário, de acordo com dados da Bloomberg.
O movimento acontece logo após o lançamento oficial da USAT, stablecoin que segue os padrões regulatórios norte-americanos, com foco em ampliar a presença da Tether nos EUA. Enquanto isso, a USDT, principal produto da empresa, mantém sua posição como a maior stablecoin do mundo, com suprimento em circulação estimado em US$ 174,6 bilhões.
Apesar de consolidada no setor de stablecoins, a Tether vem diversificando suas frentes de atuação. Em 2024, a companhia registrou receita próxima de US$ 13 bilhões e iniciou investimentos em áreas como telecomunicações e energia. Mais recentemente, surgiram informações de que a empresa está em negociações para levantar até US$ 20 bilhões, o que poderia elevar sua avaliação de mercado para US$ 500 bilhões.
Durante sua fala no Token2049, Ardoino também destacou planos de expansão em infraestrutura energética, especialmente no continente africano, onde a empresa projeta a instalação de até 150.000 quiosques até 2030. Segundo ele, essa estratégia teria como base o fortalecimento do USDT e do dólar em regiões emergentes, criando novos ecossistemas financeiros conectados à tecnologia blockchain.












