- Gestora recomenda cautela com exposição ao Bitcoin
- Bitcoin segue volátil mesmo com alta anual expressiva
- Sygnia mira novos ETFs de criptomoedas na África do Sul
A Sygnia Ltd., uma das maiores gestoras de ativos da África do Sul, com cerca de US$ 20 bilhões sob administração, emitiu um alerta a seus clientes sobre a exposição excessiva ao Bitcoin. A orientação veio após o aumento da procura por seu novo fundo Sygnia Life Bitcoin Plus, que replica o desempenho do ETF iShares Bitcoin Trust.
Sediada na Cidade do Cabo, a gestora afirmou que recomenda um limite de até 5% dos ativos discricionários ou anuidades de aposentadoria nesse fundo. Em nota, a empresa explicou que intervém quando investidores tentam realocar 100% de seus portfólios para o produto, destacando os riscos da volatilidade do Bitcoin.
Apesar de o BTC ter acumulado uma valorização de 82% nos últimos 12 meses, o ativo recuou 2,75% na segunda-feira, sendo negociado a US$ 112.100 no momento da última atualização. A Sygnia pontua que, embora os movimentos bruscos de preço tenham diminuído em relação ao passado, o risco ainda é significativo, especialmente em países emergentes como a África do Sul, onde o poder aquisitivo médio é mais limitado.
O ETF de Bitcoin da Sygnia foi lançado em junho e já atraiu aportes consideráveis, refletindo o crescente interesse tanto de investidores institucionais quanto de varejo. A companhia também pretende lançar novos produtos de criptomoedas negociados em bolsa assim que as barreiras regulatórias locais forem resolvidas — após uma tentativa frustrada no passado.
Apesar de considerar o Bitcoin uma oportunidade de investimento de longo prazo, a empresa reforça que ele deve ocupar apenas uma pequena fatia de uma carteira diversificada. Segundo a Sygnia, a superexposição ao ativo pode resultar em perdas relevantes, dada sua natureza ainda instável e os riscos inerentes a ativos digitais.












