- Suspeito preso por roubo de US$ 46 milhões em criptomoedas
- FBI liga hacker a carteiras com criptos apreendidas da Bitfinex
- Investigação revela possível vínculo com contrato governamental
Um homem acusado de desviar dezenas de milhões de dólares em criptomoedas pertencentes ao governo dos Estados Unidos foi preso na ilha caribenha de Saint Martin. A detenção foi anunciada pelo diretor do FBI, Kash Patel, que afirmou que o suspeito teria roubado mais de US$ 46 milhões em ativos digitais vinculados ao Serviço de Delegados dos EUA.
De acordo com Patel, o suspeito identificado como John Daghita foi capturado durante uma operação conjunta entre autoridades norte-americanas e francesas. A ação contou com a participação da Unidade de Crimes Graves da Equipe de Cooperação Internacional da Gendarmaria Francesa em Saint Martin e do Grupo de Intervenção da Gendarmaria Nacional de Guadalupe.
Segundo o diretor do FBI, Daghita teria obtido acesso a carteiras que armazenavam criptomoedas sob custódia do governo. Esses fundos estavam relacionados a apreensões realizadas em investigações anteriores envolvendo atividades ilegais com criptos.
Last night, John Daghita – a U.S. government contractor who allegedly stole more than $46 million in cryptocurrency from the U.S Marshals Service – was arrested on the island of Saint Martin by the French Gendarmerie’s premier elite tactical unit in a joint operation with the… pic.twitter.com/3ttochgbjk
— FBI Director Kash Patel (@FBIDirectorKash) March 5, 2026
As suspeitas sobre o caso ganharam força após uma investigação divulgada em janeiro pelo investigador de blockchain conhecido como ZachXBT. Em sua análise, ele apontou que um indivíduo identificado online como “Lick” estaria ligado ao desvio de fundos provenientes de carteiras associadas a criptomoedas confiscadas pelo governo.
A investigação indicou que os ativos desviados estariam ligados ao famoso ataque hacker contra a corretora Bitfinex em 2016. Após o roubo, os fundos foram apreendidos pelas autoridades e posteriormente armazenados em carteiras controladas pelo governo dos EUA.
De acordo com ZachXBT, parte desses ativos foi movimentada por meio de uma rede de endereços e plataformas de negociação, dificultando o rastreamento inicial das transferências.
Outro ponto levantado na investigação envolve possíveis conexões familiares do suspeito. O investigador afirmou que John Daghita é filho de Dean Daghita, presidente da Command Services & Support (CMDSS), empresa que recebeu em 2024 um contrato com o Serviço de Delegados dos EUA para auxiliar na gestão de criptomoedas apreendidas.












