- Suíça posterga troca internacional de dados cripto
- Regra entra em vigor, mas aplicação fica para 2027
- 75 países aderem ao marco global da OCDE
A Suíça decidiu adiar para pelo menos 2027 a implementação prática das regras que autorizam o envio automático de informações sobre contas de criptomoedas a autoridades fiscais estrangeiras. Embora o marco regulatório passe a integrar a legislação nacional em 1º de janeiro, o governo informou que a aplicação operacional será empurrada para o ano seguinte ou mais.
O anúncio foi feito pelo Conselho Federal Suíço e pela Secretaria de Estado para Assuntos Financeiros Internacionais, que confirmaram a incorporação do Quadro de Relatórios de Criptoativos à legislação local. No entanto, destacaram que a troca de dados ainda não poderá ser iniciada, já que as discussões sobre quais países receberão as informações continuam suspensas.
Segundo o comunicado, o comitê tributário suíço interrompeu as negociações responsáveis por selecionar os parceiros que participariam do início do programa. Essa indefinição levou o governo a postergar o processo, mesmo mantendo o cronograma legislativo original. O atraso acrescenta nova etapa a uma estrutura criada para ampliar a transparência fiscal em operações com criptos.
A OCDE aprovou o modelo em 2022 como parte de um esforço global voltado à cooperação entre autoridades tributárias. A iniciativa busca permitir que os países troquem dados sobre contas de criptomoedas mantidas no exterior por seus residentes, reduzindo brechas utilizadas para ocultação de patrimônio.
No comunicado, o governo suíço detalhou também ajustes na legislação doméstica, incluindo novas regras para declaração de impostos relacionados a criptomoedas e medidas de transição pensadas para facilitar a adaptação de empresas locais. O país já está entre os 75 que se comprometeram a adotar o marco da OCDE nos próximos anos.
Fora dessa lista permanecem países como Argentina, El Salvador, Vietnã e Índia. Enquanto isso, os Estados Unidos avaliam a possibilidade de adesão por meio de uma proposta do IRS, analisada recentemente pela atual administração do presidente dos EUA, Donald Trump. A medida integra o plano norte-americano de reforçar a fiscalização sobre ganhos de capital de contribuintes que utilizam corretoras estrangeiras para operar com criptomoedas.
Com o adiamento, a Suíça segue alinhando sua regulação, enquanto aguarda a definição dos países envolvidos na troca automática de dados.













