- Strategy não prevê venda de bitcoin, diz CIO
- Exclusão MSCI já estaria precificada pelo mercado
- Reserva bilionária reforça estabilidade financeira da Strategy
Matt Hougan, diretor de investimentos da Bitwise, afirmou que não existe fundamento para a ideia de que a Strategy — antiga MicroStrategy — seria obrigada a vender suas reservas de bitcoin. Segundo ele, a interpretação de parte do mercado sobre pressões externas ou exigências regulatórias é “completamente errada”, reforçando que não há mecanismo que force a empresa a liquidar seus criptoativos em curto prazo.
O comunicado enviado por Hougan a clientes, intitulado “Não, Virginia, a Strategy não vai vender seus Bitcoins“, buscou esclarecer dúvidas que se intensificaram após a possibilidade de a MSCI excluir empresas que mantêm grandes quantidades de bitcoin em tesouraria.
O CIO comentou que há elevada probabilidade de a Strategy ser removida dos índices da MSCI em 15 de janeiro, e lembrou que estimativas de instituições apontam até bilhões em vendas passivas de ações. Entretanto, ele destacou que o impacto costuma ser menor do que se imagina e citou a entrada da empresa no Nasdaq-100, quando “seu preço mal se alterou”.
Para Hougan, grande parte da queda acumulada desde outubro já reflete a expectativa do mercado sobre a exclusão. Ele também contestou a ideia de que uma eventual desvalorização das ações colocaria a companhia em uma espiral descendente que exigiria a venda de bitcoin. Mesmo negociadas abaixo do valor patrimonial líquido, afirmou que “nada na queda do preço das ações da MSTR abaixo do NAV a forçará a vender”.
A Strategy reforçou essa visão ao divulgar nesta semana a compra de mais 130 BTC, totalizando 650.000 BTC sob gestão. A empresa também anunciou uma reserva em dólares de US$ 1,44 bilhão para cobrir pagamentos de dividendos e juros, reforçando que pretende ampliar esse colchão para até 24 meses.
Michael Saylor, cofundador, reiterou durante teleconferência:
“A empresa não só pode vender bitcoin para pagar os dividendos, como também pode vender bitcoin com alta valorização, pagar os dividendos e, em seguida, aumentar continuamente suas reservas de bitcoin a cada trimestre, indefinidamente”.
Com caixa robusto e vencimentos de dívida apenas a partir de 2027, Hougan declarou que não existe pressão financeira capaz de obrigar a companhia a se desfazer de suas participações. Segundo ele, o resultado da revisão da MSCI já está refletido no preço das ações e “não há nenhum mecanismo plausível no curto prazo que a force a vender seus bitcoins”.














