- SharpLink acumula mais de 837 mil ETH em reservas
- Co-CEO defende Ethereum como ativo de tesouraria corporativa
- Stablecoins e tokenização atraem investidores institucionais
O novo co-CEO da SharpLink Gaming, Joseph Chalom, rebateu as preocupações de que a entrada de empresas em criptomoedas possa representar riscos semelhantes ao colapso da FTX. Em entrevista, ele classificou a estratégia da companhia como um “evento cisne branco”, indicando que o movimento abre portas para que investidores institucionais olhem de forma mais séria para o Ethereum.
Chalom revelou que a SharpLink construiu rapidamente uma posição significativa em Ethereum, avaliada em mais de US$ 3,7 bilhões. Hoje, a empresa detém 837.230 ETH, cerca de 0,69% do fornecimento total em circulação. Segundo ele, a intenção é clara: “Não somos vendedores de Ethereum. Somos acumuladores de Ethereum”.
O executivo destacou que a companhia pretende usar essa posição para introduzir o Ethereum em empresas tradicionais, ampliando o alcance de soluções como stablecoins, tokenização e ferramentas que reduzem custos de negociação. “Quando eles começarem a perceber que podem reduzir seus requisitos de capital para negociação, quando acreditarem que podem reduzir o risco envolvido em negociações, transações e movimentação de dinheiro, acho que isso será inevitável”, afirmou.
Para Chalom, a transparência é o diferencial em relação a casos anteriores que mancharam o mercado. Ele frisou que a SharpLink, listada na Nasdaq e supervisionada pela SEC, divulga relatórios semanais com detalhes sobre seu saldo em ETH, preços de entrada e recompensas de staking. A comparação com a FTX, segundo ele, não procede. “De jeito nenhum, a menos que você esteja se referindo ao evento do cisne negro para impulsionar a participação na mente e a adoção”, disse, reforçando que a falência da corretora ocorreu por falta de transparência.
O executivo, que já foi chefe de estratégia de ativos digitais da BlackRock, acredita que o Ethereum tem potencial de superar o impacto do Bitcoin dentro do ecossistema financeiro. Ele lembra que o BTC ganhou destaque por ser associado a “ouro digital”, algo simples de explicar para investidores. Já o Ethereum exige mais conscientização, pois envolve conceitos como contratos inteligentes, ativos tokenizados e dinheiro programável.
“Isso levou um pouco mais de tempo para ser explicado, e a adoção levará mais tempo”, disse Chalom, acrescentando que o impacto pode ser de 10 a 20 vezes maior do que o Bitcoin já teve.












