- SBF acusa DOJ de pressionar testemunhas da FTX
- Ex-CEO questiona imparcialidade do juiz Lewis Kaplan
- Defesa alega que FTX não estava insolvente
Sam Bankman-Fried, conhecido como SBF, voltou ao centro das discussões sobre a FTX ao acusar o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) de ter pressionado testemunhas-chave em seu processo criminal. Em uma nova publicação na rede X, o ex-CEO afirmou que “novas evidências” indicariam que o órgão, durante a administração Biden, teria ameaçado diversas testemunhas para que permanecessem em silêncio.
Segundo ele, essa suposta pressão pode ter levado à alteração de depoimentos relevantes para sua defesa. A partir dessa alegação, SBF solicita que sua condenação seja anulada. Condenado a 25 anos de prisão por fraude e conspiração relacionadas ao colapso da FTX, o ex-executivo agora tenta reabrir o debate jurídico sobre o caso.
Além disso, Bankman-Fried pediu que o juiz distrital Lewis Kaplan se declare impedido de analisar a nova moção. Ele sustenta que Kaplan teria demonstrado parcialidade em decisões envolvendo sua própria situação, o ex-executivo da FTX Ryan Salame e até o atual presidente dos EUA, Donald Trump. Para SBF, o magistrado “não pode decidir de forma imparcial” sobre seu mais recente pedido.
Como parte da ofensiva, o ex-CEO anexou um documento que, segundo ele, detalha depoimentos silenciados ou excluídos relacionados à solvência da FTX no momento do colapso, em novembro de 2022. O material também aborda a situação financeira da Alameda Research e inclui dados sobre devedores. De acordo com SBF, essas informações poderiam enfraquecer a narrativa da acusação de que houve uso indevido de fundos de clientes.
O documento menciona nomes como Daniel Chapsky, Ryan Salame e o ex-chefe de engenharia da FTX, Nishad Singh. Bankman-Fried sustenta que seus depoimentos teriam sido obtidos sob pressão ou moldados de maneira desfavorável à sua defesa.
Apesar das alegações, a nova publicação nas redes sociais foi recebida com ceticismo por parte da comunidade. Usuários apontaram que a conta não estaria sendo administrada diretamente por SBF, o que levanta dúvidas sobre a confiabilidade das informações divulgadas ali.
Em pedidos anteriores, Bankman-Fried já havia solicitado um novo julgamento. Ele se apresenta como autor da própria defesa, com petição protocolada por sua mãe, Barbara Fried, argumentando que as chamadas novas evidências justificariam a reabertura do processo.
Outro ponto central da estratégia é a afirmação de que a FTX não estava insolvente quando entrou em colapso. SBF insiste que os ativos dos clientes eram, em última análise, recuperáveis e que os esforços de recuperação na falência corroborariam essa posição. No entanto, juízes de apelação demonstraram ceticismo quanto a essa tese, observando que o foco do caso foi a suposta deturpação de informações a investidores e clientes sobre o uso dos fundos.
Enquanto o processo segue em fase de recursos, o episódio continua sendo um dos capítulos mais emblemáticos da história recente das criptomoedas, com repercussões que ainda ecoam no mercado e no debate regulatório dos Estados Unidos.












