- Fed pode cortar juros em setembro e favorecer o Bitcoin
- Mercados acionários em recordes antes da decisão
- Bitcoin perto do topo histórico e altcoins ganham espaço
As bolsas americanas encerraram mais uma semana em patamares históricos enquanto investidores aguardam a decisão do Federal Reserve sobre as taxas de juros. A expectativa predominante é de um corte de 0,25 ponto percentual, com probabilidade superior a 90% segundo a ferramenta CME FedWatch.
O Federal Reserve (Fed) irá iniciar seu processo de redução de juros na próxima reunião, que acontece nos dias 16 e 17 de setembro. O dilema do banco central é claro: de um lado, um mercado de trabalho em desaceleração, de outro, a inflação ainda persistente. Esse equilíbrio delicado deixa Jerome Powell diante de uma das decisões mais complexas de sua gestão. Operadores acreditam que a prioridade será a preservação do emprego, mesmo diante da alta nos preços ao consumidor.
Na semana que antecedeu a reunião do Fed, os três principais índices de Wall Street registraram ganhos. O Dow Jones avançou quase 1%, quebrando três semanas seguidas de queda. Já o S&P 500 e o Nasdaq tiveram seu melhor desempenho desde agosto, impulsionados pela expectativa de mudança na política monetária.
Enquanto isso, os rendimentos dos Treasuries permaneceram próximos das mínimas recentes. O ouro voltou a renovar recordes e as taxas de hipoteca nos EUA caíram de 6,5% para 6,35%, a maior queda semanal em um ano, segundo dados da Freddie Mac.
A coletiva de imprensa de Powell e o relatório trimestral do Fed sobre projeções de juros devem concentrar a atenção. Em junho, os dirigentes apontaram até dois cortes em 2025, mas divergências internas mostraram forte incerteza quanto ao rumo da política.
No campo econômico, os pedidos de auxílio-desemprego atingiram o maior nível em quatro anos, enquanto a criação de empregos em agosto somou apenas 22 mil, muito abaixo do esperado. O Índice de Preços ao Consumidor seguiu pressionado, com destaque para alimentos, veículos e tarifas aéreas, que subiram 6% no mês.
No plano internacional, tarifas alfandegárias bateram recorde de US$ 29,5 bilhões em agosto após novas medidas do presidente dos EUA, Donald Trump, aumentando pressões sobre preços.
Entre as projeções de mercado, grandes bancos como Deutsche Bank, Wells Fargo e Barclays elevaram suas metas para o S&P 500. O Deutsche estima o índice em 7.000 pontos em 2025, enquanto o Wells projeta 7.200 até 2026. Já a Yardeni Research aponta até 25% de chance de o índice alcançar 7.000 ainda este ano, sustentado pela força dos lucros corporativos e pelo avanço dos investimentos em inteligência artificial.
As ações da Oracle, que dispararam mais de 30% após previsão de receita de nuvem com IA acima de US$ 140 bilhões até 2030, reforçaram o otimismo.
Neste artigo, vamos discutir:
Análise de preço do Bitcoin Hoje
O Bitcoin está atualmente cotado em US$ 115.525, ficando a apenas 7% de seu recorde histórico de US$ 124 mil. No curto prazo, o nível de US$ 118 mil é apontado como uma resistência chave. A superação dessa barreira pode abrir caminho para um novo teste da região de US$ 120 mil, considerada o ponto de confirmação para a retomada da tendência de alta.

O que isso significa para o mercado de criptomoedas
Se o Fed reduzir os juros, há potencial para semanas de valorização contínua no mercado cripto. Analistas destacam que, além do Bitcoin, várias altcoins podem se beneficiar desse movimento. O Ethereum (ETH) teria condições de romper a marca de US$ 5.000, enquanto o XRP poderia retornar ao patamar de US$ 3,65. A Solana (SOL) teria força para superar seu antigo recorde de US$ 300 por token, e o Cardano (ADA) poderia ultrapassar US$ 1,32 por unidade.
Esse movimento seria simbólico para o setor, marcando uma virada após anos de aperto monetário e juros elevados. A flexibilização da política do Fed abre espaço para o fortalecimento dos ativos de risco, colocando novamente as criptomoedas no centro da valorização global de investimentos.













