- Clarity Act adia regras sobre rendimento em criptos
- Proibição de ganhos passivos em ativos digitais mantida
- Bancos e exchanges divergem sobre juros em contas
O aguardado texto atualizado do projeto Clarity Act, que busca estabelecer regras mais amplas para o setor de criptomoedas nos Estados Unidos, teve sua divulgação adiada novamente. A expectativa era de que o conteúdo fosse apresentado ainda nesta semana, mas agora a previsão foi empurrada para os próximos dias.
A decisão partiu do senador Thom Tillis, que afirmou querer mais clareza sobre o cronograma de discussões no Comitê Bancário antes de tornar o texto público. Segundo pessoas próximas às negociações, as reuniões com associações bancárias e empresas de criptos continuam em andamento, sem definição imediata.
Mesmo sem a publicação oficial, detalhes do rascunho indicam que a proposta mantém uma restrição importante: a proibição de rendimentos sobre saldos inativos desses ativos digitais pareados a moedas fiduciárias. Por outro lado, o texto ainda permite ganhos vinculados a atividades, como transações e movimentações dentro das plataformas.
🚨NEW: Per @politico, Senator @SenThomTillis says stablecoin yield text now likely not to come this week due to wanting clarity on the timing of a markup before putting text out, which tracks with my Wednesday reporting.
The idea, it appears, is to avoid putting the text under… pic.twitter.com/9mVtP76l9t
— Eleanor Terrett (@EleanorTerrett) April 16, 2026
A construção dessa proposta tem sido conduzida em conjunto com a senadora Angela Alsobrooks, com o objetivo de encerrar um debate que já se arrasta há anos no setor. A principal questão gira em torno da possibilidade de empresas oferecerem juros sobre valores mantidos parados em contas.
O impasse se intensificou após a aprovação do GENIUS Act, que proibiu emissores desses ativos de pagarem rendimentos diretamente aos usuários, mas deixou brechas para plataformas terceiras, como exchanges, explorarem esse modelo.
Instituições financeiras tradicionais argumentam que a liberação desses rendimentos poderia retirar grandes volumes de depósitos dos bancos, afetando a estrutura do sistema financeiro. Já empresas do setor cripto defendem que a proibição limita a inovação e reduz a competitividade, além de abrir espaço para novos modelos de negócios.
Desde o início do ano, reuniões fechadas organizadas pela Casa Branca tentam mediar um consenso entre os dois lados. Até o momento, porém, não houve avanço concreto, e as posições seguem firmes.












