As criptomoedas de privacidade voltaram ao centro da atenção dos investidores em 2026, lideradas por nomes como Monero (XMR) e Zcash (ZEC). A leitura técnica e narrativa desse movimento foi recentemente destacada pelo analista conhecido como Il Capo of Crypto, que publicou uma análise detalhada no X, apontando para uma possível explosão nos preços desses ativos ao longo do ano.
“ZEC teve uma valorização de 18x a 20x entre agosto e novembro de 2025, e agora consolida. XMR dobrou de preço no mesmo período. Tudo isso enquanto o Bitcoin recuou de US$ 125 mil para US$ 81 mil”, observou o trader. “Isso significa que o dinheiro está rotacionando — e é um sinal claro de força para as moedas de privacidade.”
A previsão de preço do Monero (XMR) para 2026, segundo Il Capo, pode chegar a US$ 1.000, caso a criptomoeda confirme o rompimento de uma estrutura de alta considerada rara. “O gráfico do XMR se assemelha ao da prata pouco antes de seu rompimento histórico”, escreveu.
Embora não tenha citado um valor específico para o Zcash, o trader deixou implícito que a previsão de preço do ZEC para 2026 também é otimista, especialmente se o mercado mantiver a rotação atual. Após seu forte rali no segundo semestre de 2025, o ativo entrou em fase de consolidação — um comportamento técnico que costuma anteceder novos ciclos de alta.
A análise de Il Capo também contextualiza o avanço dessas criptos dentro de um cenário macroeconômico marcado pelo aumento da vigilância digital e pelo avanço das CBDCs (moedas digitais emitidas por bancos centrais).
“Privacidade não é mais um luxo. O contrato social sobre o dinheiro está sendo quebrado”, alertou. “O dinheiro está deixando de ser uma ferramenta de liberdade e se tornando uma ferramenta de vigilância.”

Capo cita como preocupações técnicas das CBDCs recursos como vencimento programado de fundos, limites de gastos e até penalizações com juros negativos — medidas que, mesmo em fase piloto, já mudam a forma como investidores avaliam risco.
Outro ponto levantado por ele é a fragilidade da transparência total em blockchains públicas. “Se você paga um café com Bitcoin, o barista pode ver sua renda, seu patrimônio e até seu endereço residencial. Vivemos em uma casa de vidro, e isso é perigoso”, afirma. Ele defende que moedas como Monero e Zcash, por garantirem confidencialidade, oferecem resiliência operacional tanto para indivíduos quanto para empresas.
Para o analista, 2026 pode marcar o início de um novo ciclo protagonizado por ativos com foco em privacidade:
“Quando uma narrativa se concentra em poucos ativos, os movimentos tendem a ser violentos. E a narrativa da privacidade está se consolidando.”
Com a alta do uso de DEXs (exchanges descentralizadas) e o declínio global do uso de dinheiro em espécie, o cenário se mostra cada vez mais favorável para criptomoedas resistentes à censura.












