- Previsão Bitcoin indica alvo de US$ 150 mil
- Bernstein aponta fundo do ciclo recente do BTC
- ETFs e empresas sustentam alta do Bitcoin
A mais recente previsão de preço do Bitcoin feita pela Bernstein reforça a visão de que o ativo pode já ter encontrado o fundo do ciclo atual. A equipe liderada por Gautam Chhugani projeta que a principal criptomoeda do mercado pode alcançar US$ 150.000 até o final de 2026, sugerindo uma valorização expressiva frente aos níveis recentes.
A análise ocorre após uma correção significativa que levou o Bitcoin a perder cerca de 50% do valor desde o topo registrado em outubro de 2025. Ainda assim, o ativo mostrou recuperação nas últimas semanas, sendo negociado próximo de US$ 70 mil após tocar mínimas perto de US$ 62.500 no fim de fevereiro.
Segundo os analistas, um dos principais argumentos para sustentar essa previsão está no comportamento do mercado durante a queda. Diferente de ciclos anteriores, não houve eventos sistêmicos relevantes, como falências em massa ou colapsos de grandes plataformas, mesmo com o aumento das tensões geopolíticas globais.
Os fluxos institucionais continuam sendo um dos pilares da tese. Os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos já acumulam mais de US$ 56 bilhões em entradas líquidas desde 2024. Em março de 2026, os produtos registraram quatro semanas seguidas de captação positiva, ultrapassando US$ 2 bilhões no período.
Além disso, empresas listadas em bolsa seguem ampliando sua exposição ao Bitcoin. Atualmente, essas companhias detêm mais de 1 milhão de unidades da criptomoeda, o equivalente a cerca de 5,6% da oferta total. A Strategy continua liderando esse movimento, com mais de 762 mil Bitcoins em sua tesouraria.
Outro fator citado pela Bernstein é o desempenho relativo do Bitcoin frente ao ouro. Desde a intensificação das tensões no Oriente Médio, o ativo digital superou o metal em cerca de 25%, reforçando sua posição como alternativa de reserva de valor em momentos de incerteza global.
Dados on-chain também indicam um cenário mais resiliente. Mais de 60% da oferta circulante está nas mãos de investidores de longo prazo, reduzindo a pressão de venda e fortalecendo a base de sustentação do preço em períodos de volatilidade.













