- Petróleo acima de US$ 100 com tensão no Oriente Médio
- Bloqueio naval dos EUA pressiona oferta global de petróleo
- Estreito de Ormuz impacta mercados e criptomoedas hoje
Os preços do petróleo iniciaram a semana em forte alta após a escalada das tensões no Oriente Médio. O barril superou a marca de US$ 100 depois que os Estados Unidos anunciaram um bloqueio naval aos portos iranianos, elevando preocupações sobre o fornecimento global de energia.
Os contratos futuros do petróleo bruto dos EUA registraram avanço próximo de 8%, alcançando cerca de US$ 104,20 por barril. Já o Brent, referência internacional, também foi negociado no mesmo patamar, enquanto contratos para junho apresentaram valorização superior a 7%.
A medida foi confirmada pelo Comando Central dos EUA, que informou que o bloqueio começará a ser aplicado de forma ampla, atingindo qualquer embarcação que tente acessar portos iranianos. Segundo o comunicado, a ação inclui áreas estratégicas no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã, regiões fundamentais para o transporte de petróleo.
A decisão ocorre após o fracasso das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, realizadas no Paquistão. O atual presidente dos EUA, Donald Trump, já havia sinalizado a possibilidade de medidas mais duras, incluindo restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o petróleo.
A hidrovia é responsável por cerca de 20% do fornecimento global da commodity, o que explica a reação imediata dos mercados. Com o aumento das tensões, o fluxo de petroleiros na região caiu drasticamente, com um número muito inferior ao observado antes do início do conflito.
Além disso, autoridades americanas indicaram que o governo avalia possíveis ações militares limitadas contra o Irã, o que adiciona mais incerteza ao cenário. Ao mesmo tempo, líderes iranianos reforçaram que mantêm controle sobre a passagem no estreito, condicionando a circulação de navios à aprovação de Teerã.
O impacto dessa crise não se restringe ao petróleo. A volatilidade também tende a se refletir nos mercados financeiros globais, incluindo ativos de risco como criptomoedas, que frequentemente reagem a eventos geopolíticos e mudanças no apetite por risco dos investidores.












