- Bitcoin bate recorde de US$ 123 mil em julho
- Peter Schiff diz que alta reflete dólar fraco
- Investidores institucionais impulsionam valorização do BTC
O preço do Bitcoin alcançou US$ 123.000 no dia 14 de julho, estabelecendo um novo recorde histórico para a criptomoeda. O movimento foi impulsionado por forte demanda institucional, com apoio de grandes investidores de Wall Street e compradores de varejo em plataformas online.
Mesmo com a máxima registrada, o preço médio de negociação recuou nos dias seguintes, se mantendo próximo aos US$ 117.000. A liquidez nas bolsas aumentou de forma expressiva, refletindo o volume elevado de operações.
Durante a semana, o valor de mercado do Bitcoin em ganhos realizados ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão. A métrica considera o custo da última movimentação de cada unidade do ativo na blockchain e revela os lucros acumulados por investidores de diferentes perfis — de aposentados a empresas como a Strategy Inc., liderada por Michael Saylor.
Apesar dos números expressivos, Peter Schiff voltou a criticar a valorização do Bitcoin. O fundador da Euro Pacific Capital afirmou que a nova máxima “não representa força do ativo, mas sim fraqueza do dólar”. Para ele, a valorização só é relevante em dólares, e não em moedas como o euro ou o franco suíço.
Bitcoin hit a new high in U.S. dollars today, but not in euros or Swiss francs — those highs were hit in January. This not only reflects dollar weakness, but increased U.S.-centric speculation, rather than global adoption.
— Peter Schiff (@PeterSchiff) July 14, 2025
Schiff argumenta que o BTC reflete uma perda de valor do dólar frente a outras moedas e aponta o movimento como um sinal de que os Estados Unidos estão enfrentando sérios desequilíbrios fiscais e monetários. Além disso, ele voltou a criticar a política cripto do governo, mencionando o projeto GENIUS Act sobre stablecoins como parte de um esforço para “exaltar o Bitcoin” e permitir que tokens “sem valor” sejam comercializados com proteção regulatória.
Mesmo com as críticas, o BTC segue no radar de grandes fundos e traders que buscam ativos que preservem valor em meio a pressões inflacionárias e políticas de juros do Fed. A movimentação recente reforça o apetite do mercado por alternativas ao sistema financeiro tradicional.













