- Peter Schiff prevê Bitcoin abaixo de US$ 20 mil
- Complacência ameaça mercado de Bitcoin, diz economista
- Demanda por Bitcoin enfraquece, aponta CryptoQuant
O economista e defensor do ouro Peter Schiff voltou a demonstrar seu ceticismo em relação ao Bitcoin ao afirmar que a maior criptomoeda do mercado ainda pode enfrentar uma queda muito mais profunda. A declaração ocorreu em meio a um período de correção do BTC, que era negociado próximo de US$ 67 mil após acumular perdas superiores a 4% em 24 horas e mais de 16% no acumulado de 30 dias.
Para Schiff, a principal preocupação não está apenas no recuo recente dos preços, mas no comportamento dos investidores. Em publicação na rede X, ele argumentou que o sentimento predominante ainda não demonstra sinais de capitulação suficientes para indicar um fundo de mercado.
“Há muita complacência no mercado de Bitcoin para que ele esteja perto de atingir o fundo do poço”, ele publicou no X. “Quando o Bitcoin ultrapassar os US$ 50 mil, deverá cair rapidamente para menos de US$ 20 mil.”
There is way too much complacency in Bitcoin for the market to be anywhere near a bottom. When Bitcoin breaks $50K, it should be a quick fall below $20K, which should be a big enough drop to shake the conviction of long-term HODLers, causing many to finally throw in the towel.
— Peter Schiff (@PeterSchiff) June 2, 2026
Segundo o economista, uma queda dessa magnitude teria potencial para enfraquecer a confiança de muitos investidores que mantêm posições de longo prazo. Na avaliação dele, o movimento poderia levar parte desse grupo a abandonar suas apostas no ativo digital.
Além das críticas ao Bitcoin, Schiff direcionou sua atenção à Strategy, empresa liderada por Michael Saylor e conhecida por sua grande exposição à criptomoeda. O analista destacou preocupações relacionadas às ações preferenciais STRC, argumentando que uma eventual perda de confiança dos investidores poderia pressionar ainda mais os preços e obrigar ajustes nos rendimentos oferecidos pela companhia.
Os comentários surgem após a Strategy realizar a venda de 32 BTC para levantar cerca de US$ 2,5 milhões destinados ao pagamento de dividendos de ações preferenciais. Apesar da operação representar uma parcela mínima diante das mais de 843 mil unidades de Bitcoin mantidas pela empresa, Schiff acredita que a estrutura financeira associada ao produto pode enfrentar desafios caso as condições de mercado se deteriorem.
Nem todos compartilham da mesma visão pessimista. O comentarista Alex Marzell afirmou que uma eventual queda para a faixa de US$ 20 mil serviria apenas para testar a liquidez disponível dos investidores interessados em ampliar suas posições.
A CEO da Bitget, Gracey Chen, também demonstrou confiança no potencial de longo prazo do Bitcoin. Ela afirmou que acompanha a região dos US$ 50 mil como uma possível zona de compra e destacou que a expansão global da oferta monetária tende a beneficiar ativos escassos, incluindo o BTC e o ouro.
Ainda assim, Chen observou riscos de curto prazo relacionados ao índice de preços ao consumidor (CPI), possíveis mudanças nas taxas de juros e movimentações de grandes detentores de Bitcoin, incluindo credores ligados à Strategy e à Mt. Gox. A executiva também mencionou que grandes ofertas públicas iniciais de empresas de inteligência artificial podem atrair parte da liquidez atualmente direcionada aos mercados de risco.
Enquanto isso, Julio Moreno, chefe de pesquisa da CryptoQuant, apontou sinais de enfraquecimento na demanda pelo Bitcoin. Segundo ele, o mercado registra uma redução mensal equivalente a cerca de 232 mil BTC na procura pelo ativo. Em sua análise, a correção atual está mais relacionada à desaceleração da demanda do que a fatores macroeconômicos ou ao desempenho do mercado acionário.
A avaliação segue a mesma linha de um relatório recente da Bitfinex, que descreveu o momento atual do Bitcoin como uma fase de queda gradual, marcada por distribuição de posições e redução do entusiasmo entre participantes do mercado.












