- Laser Digital da Nomura prepara licença de criptomoedas
- Japão registra salto em volume de transações cripto
- Subsidiária mira stablecoins e fundos institucionais
A Laser Digital, subsidiária da Nomura Holdings, está se preparando para solicitar uma licença oficial de negociação de criptomoedas no Japão, com foco em atender clientes institucionais. A iniciativa reforça o compromisso da gigante financeira em ampliar sua presença no setor de ativos digitais, mesmo após enfrentar contratempos financeiros recentes ligados às operações da subsidiária.
De acordo com informações da Bloomberg, a Laser Digital Holdings já iniciou conversas preliminares com a Agência de Serviços Financeiros do Japão (FSA) para garantir a autorização. Caso aprovada, a empresa poderá oferecer corretagem de ativos digitais a instituições financeiras, exchanges e empresas ligadas ao setor, fortalecendo a ponte entre mercados tradicionais e o ecossistema cripto japonês.
O CEO da Laser Digital, Jez Mohideen, afirmou que a entrada no Japão reflete a confiança no crescimento da indústria local. O mercado japonês de criptomoedas, segundo dados da Japan Virtual and Crypto Assets Exchange Association, registrou um salto expressivo neste ano, com o volume de transações dobrando em apenas sete meses e atingindo 33,7 trilhões de ienes, cerca de US$ 230 bilhões.
Criada em 2022, a Laser Digital já oferece serviços de gestão de ativos e capital de risco, além de ter obtido em 2023 uma licença completa para operar em Dubai. No mesmo ano, a companhia estruturou sua unidade japonesa, preparando o terreno para esta nova etapa de expansão regulatória.
Apesar do otimismo, a Nomura reportou prejuízos em seu mercado europeu, atribuídos em parte ao desempenho “não muito bom” da Laser. Inicialmente, a expectativa era de que a subsidiária atingisse lucratividade em até dois anos, mas projeções mais recentes indicam que o equilíbrio financeiro pode levar mais tempo.
Entre as iniciativas mais relevantes, a Laser Digital já lançou fundos institucionais como o Fundo de Adoção de Bitcoin e o Fundo de Adoção de Ethereum, que oferecem exposição a criptomoedas com mecanismos de rendimento, incluindo staking. Além disso, em parceria com o GMO Internet Group, a empresa estuda a criação de stablecoins atreladas ao iene e ao dólar, com oferta de “Stablecoin como serviço”.
Outro movimento estratégico foi a aquisição da Propine pela Komainu, empresa de custódia apoiada pelo Nomura Group, em outubro passado. A operação fortaleceu especulações sobre futuras aquisições para consolidar a presença do grupo no ecossistema web3.












