- Milei investigado por ligações ligadas ao LIBRA
- Token LIBRA colapsa após alta bilionária
- Criptomoedas e política geram controvérsia na Argentina
Uma investigação na Argentina revelou novos detalhes envolvendo o presidente Javier Milei e o projeto do token LIBRA, que teve uma valorização expressiva antes de sofrer uma forte queda, deixando prejuízos milionários para investidores.
Registros telefônicos indicam que Milei manteve contato direto com Mauricio Novelli, apontado como uma das figuras centrais por trás do lançamento do token. “Registros telefônicos … mostram sete ligações entre o sr. Milei e um dos empreendedores por trás da criptomoeda na noite de 2025 em que o sr. Milei publicou sobre a LIBRA no X,” destacou o relatório.
Embora o presidente negue qualquer irregularidade, uma investigação federal segue em andamento, com Milei sendo tratado como pessoa de interesse. O conteúdo das ligações não foi divulgado até o momento.
O caso ganhou relevância após a promoção do token LIBRA nas redes sociais pelo próprio presidente, ainda em 2025. Após a publicação, o ativo digital chegou a ultrapassar uma capitalização de mercado de US$ 4 bilhões, mas rapidamente perdeu mais de 90% do valor.
Dados anteriores apontam que oito carteiras associadas ao projeto teriam liquidado cerca de US$ 107 milhões durante o período de alta. Posteriormente, Milei apagou as publicações relacionadas ao token.
Em novembro, uma comissão do Congresso argentino concluiu que o presidente forneceu “essential collaboration” ao projeto, recomendando que o Legislativo analisasse sua conduta.
Outro ponto sensível surgiu a partir de um documento encontrado no celular de Novelli, que mencionaria um suposto acordo de pagamento de US$ 5 milhões ligado à promoção do token. As informações reforçam a suspeita de coordenação entre os envolvidos no lançamento.
Apesar disso, a Agência Anticorrupção da Argentina já havia arquivado anteriormente uma análise ética, concluindo que a postagem de Milei teve caráter pessoal, não institucional.
Ainda assim, decisões recentes como a dissolução de uma força-tarefa investigativa e a abertura de registros bancários ligados ao presidente e sua irmã aumentaram a pressão política em torno do caso, que continua em desenvolvimento.














