- Polymarket bloqueado na Argentina por apostas com informação privilegiada
- Regulador aponta operação ilegal de criptomoedas sem licença
- Proibição reforça controle sobre mercados de previsões na América Latina
As autoridades da Argentina determinaram o bloqueio nacional da plataforma de previsões Polymarket, ampliando a pressão regulatória sobre serviços que utilizam criptomoedas para apostas em eventos do mundo real.
A decisão foi tomada pela juíza Susana Parada, em Buenos Aires, e executada pela ENACOM, órgão responsável por telecomunicações e internet no país. A medida obriga provedores e lojas de aplicativos a impedirem o acesso à plataforma tanto em dispositivos Android quanto iOS.
O bloqueio ocorre após a Polymarket antecipar com precisão os dados de inflação de fevereiro antes da divulgação oficial pelo INDEC. O episódio chamou atenção de autoridades e levantou dúvidas sobre possíveis vazamentos de informações econômicas sensíveis.
De acordo com análises, foram identificadas apostas de baixo valor realizadas em momentos incomuns, partindo de contas que normalmente operavam com volumes mínimos. Esse comportamento levantou suspeitas de uso de informações privilegiadas dentro do mercado de previsões.
Relatórios citam que a LOTBA e a CASCBA apresentaram denúncias formais, posteriormente reforçadas por investigações conduzidas por órgãos especializados em jogos de azar e pelo Ministério Público local. As apurações concluíram que a plataforma operava como um sistema de apostas online sem autorização legal.
Outro ponto destacado pelas autoridades foi a facilidade de criação de contas e a ausência de mecanismos robustos de verificação de idade. A aceitação de pagamentos com criptomoedas e cartões de crédito também foi considerada um fator de risco, principalmente no acesso por menores de idade.
A decisão gerou reações divididas no mercado. Enquanto parte dos analistas considera a medida necessária para proteger usuários e garantir conformidade regulatória, outros alertam que a proibição pode limitar o acesso a ferramentas globais de previsão baseadas em dados descentralizados.
Com a medida, a Argentina se junta à Colômbia, que já havia proibido a plataforma após classificá-la como operação ilegal por falta de licença. O movimento sinaliza um aumento da fiscalização sobre plataformas que combinam apostas, dados econômicos e criptos na América Latina.














