- Indonésia bloqueia Polymarket por apostas políticas online
- Polymarket enfrenta pressão regulatória no Sudeste Asiático
- Governo amplia combate a jogos com criptomoedas
A Indonésia decidiu bloquear o acesso à plataforma Polymarket após autoridades locais classificarem o serviço como incompatível com as leis nacionais contra jogos de azar online. A medida foi tomada poucos dias depois de usuários criarem um mercado de apostas envolvendo a possível saída antecipada do presidente Prabowo Subianto antes de 2029.
O país, considerado a maior economia do Sudeste Asiático, intensificou recentemente o combate a atividades digitais ligadas a apostas. Segundo autoridades do Ministério das Comunicações e Digital, a plataforma baseada em blockchain permite especulações sobre eventos futuros, prática proibida pela legislação indonésia.
Alexander Sabar, representante do órgão governamental, declarou que a Polymarket infringe normas locais ao operar mercados ligados a acontecimentos incertos e previsões políticas. O governo também informou que monitora contas em redes sociais relacionadas ao serviço.
O mercado que motivou maior atenção das autoridades surgiu em 21 de maio. A aposta questionava se Prabowo deixaria a presidência antes do fim de seu mandato oficial. O tema ganhou repercussão logo após o presidente apresentar uma proposta para centralizar o controle estatal sobre exportações de commodities estratégicas, incluindo carvão e óleo de palma.
As mudanças econômicas anunciadas pelo governo passaram a ser acompanhadas mais de perto por investidores internacionais e agentes do setor financeiro. O aumento das discussões sobre estabilidade política também ampliou o alcance do mercado hospedado pela Polymarket.
A plataforma ainda não comentou oficialmente o bloqueio determinado pela Indonésia. O serviço já enfrenta restrições em diversas regiões do mundo devido a regras relacionadas a apostas online e licenciamento.
Segundo as diretrizes de conformidade da própria empresa, a Polymarket possui limitações operacionais em mais de 30 jurisdições. Entre os países que adotaram medidas regulatórias contra a plataforma estão Singapura, França, Bélgica, Polônia, Tailândia e Reino Unido.
Os mercados de previsão ligados a criptomoedas movimentam bilhões de dólares globalmente. Essas plataformas permitem que usuários negociem posições baseadas em eventos políticos, eleições, esportes e decisões econômicas, atraindo atenção crescente de reguladores internacionais.














