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Durante a assembleia anual de acionistas realizada nesta semana, a Meta Platforms rejeitou uma proposta que recomendava a avaliação do Bitcoin como parte das reservas financeiras da empresa. A proposta foi apresentada por Ethan Peck, representante do Centro Nacional de Pesquisa de Políticas Públicas (NCPPR), e teve como objetivo analisar se a conversão de parte dos ativos líquidos da companhia em Bitcoin seria benéfica para os acionistas.
A medida foi amplamente derrotada, acumulando quase 5 bilhões de votos contrários. Outros 8,9 milhões de ações registraram abstenções, enquanto aproximadamente 205 milhões de votos foram não instruídos por corretores. O documento sugeria que os US$ 72 bilhões em dinheiro e títulos da Meta estariam perdendo valor diante da inflação, defendendo o Bitcoin como uma alternativa mais eficiente por sua escassez programada e histórico de valorização.
Meta Platforms Shareholders Vote Against Bitcoin Treasury Assessment Proposal pic.twitter.com/ZeIrUHq2OK
— Phoenix » PhoenixNews.io (@PhoenixNewsIO) May 30, 2025
O texto ainda destacava movimentos recentes que reforçam o uso institucional do Bitcoin, citando a alocação sugerida pela BlackRock, aquisições da MicroStrategy e especulações sobre possíveis reservas públicas de Bitcoin nos EUA a partir de 2025. O autor também mencionou sinais de interesse informal por parte da liderança da Meta, como as cabras de Zuckerberg nomeadas “Bitcoin” e “Max”, além da presença de Marc Andreessen — que atua no conselho da Coinbase — na diretoria da empresa.
Ainda assim, o conselho da Meta recomendou o voto contrário. Em resposta, declarou que já adota um modelo robusto de gestão de tesouraria, com foco em liquidez e preservação de capital, e que não vê necessidade de avaliação específica para o Bitcoin. “Embora não estejamos opinando sobre os méritos dos investimentos em criptomoedas em comparação com outros ativos, acreditamos que a avaliação solicitada é desnecessária, dados nossos processos existentes para gerenciar nossa tesouraria corporativa”, afirmou o conselho.
Apesar da negativa, o NCPPR também levou propostas semelhantes à Microsoft e à Amazon, ambas igualmente rejeitadas. No entanto, cresce o número de empresas listadas que estão incorporando Bitcoin em suas estratégias de tesouraria, e iniciativas voltadas à acumulação e infraestrutura cripto seguem ganhando força.
Por outro lado, a Meta demonstrou interesse recente no uso de stablecoins. Informações da Forbes indicam conversas com empresas do setor sobre possíveis integrações para facilitar pagamentos globais. Isso marca um retorno estratégico às criptomoedas, após o encerramento do projeto Diem, que enfrentou entraves regulatórios.













