- Mercados asiáticos caem com cessar-fogo frágil
- Irã acusa EUA de violar acordo recente
- Petróleo sobe com risco no Estreito de Ormuz
Os mercados asiáticos operaram em queda nesta quinta-feira, refletindo a cautela dos investidores diante de sinais de fragilidade no acordo de cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos. A percepção de risco aumentou após autoridades iranianas acusarem Washington de descumprir os termos acertados.
O atual presidente dos EUA, Donald Trump, havia anunciado um cessar-fogo de duas semanas, indicando uma pausa nos ataques e abertura para negociações. Em declaração, afirmou: “Concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas”. A proposta incluía condições relacionadas ao Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte global de energia.
Apesar do anúncio, o clima voltou a se deteriorar. O presidente do parlamento iraniano alegou violações do acordo, incluindo restrições ao enriquecimento de urânio e movimentações militares na região. A entrada de um drone no espaço aéreo iraniano também foi citada como fator de pressão.
Na Ásia, os principais índices registraram perdas. O Kospi, da Coreia do Sul, caiu 1,53%, enquanto o Kosdaq recuou 1,38%. No Japão, o Nikkei 225 perdeu 0,77% e o Topix caiu 0,78%. Já na China, o CSI 300 recuou 0,64%, acompanhando o Hang Seng de Hong Kong, que caiu 0,30%. O Nifty 50 da Índia também apresentou queda.
A instabilidade geopolítica impactou diretamente o mercado de energia. Os contratos futuros do petróleo avançaram, com o WTI sendo negociado próximo de US$ 97 por barril, enquanto o Brent também registrava alta. A possibilidade de interrupções no fluxo energético global segue no radar dos investidores.
Nos Estados Unidos, o cenário foi diferente na sessão anterior. Os principais índices subiram após o anúncio inicial do cessar-fogo. O Dow Jones avançou mais de 2,8%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq registraram altas superiores a 2,5%.
Ainda assim, os futuros das bolsas americanas operavam em leve queda, indicando cautela com os desdobramentos do conflito. A avaliação do mercado segue sensível a qualquer sinal de escalada ou avanço diplomático.












