Os mercados asiáticos iniciaram a semana em forte queda, pressionados pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, após novas declarações do atual presidente dos EUA, Donald Trump. A escalada no conflito envolvendo o Irã elevou o nível de cautela entre investidores globais e impactou diretamente os principais índices da região.
No sábado, Trump afirmou que “aniquilaria” os planos energéticos do Irã caso o país não reabrisse completamente o Estreito de Ormuz em até 48 horas. A região é considerada estratégica para o fluxo global de petróleo, o que ampliou o temor de interrupções no fornecimento de energia.
A resposta iraniana veio rapidamente. Autoridades do país ameaçaram atingir infraestruturas energéticas no Golfo, incluindo instalações de dessalinização, caso os Estados Unidos avancem com o ultimato. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, reforçou o tom ao afirmar que ataques às usinas do país seriam respondidos “imediatamente”.
Ele declarou ainda que “Infraestruturas críticas, bem como infraestruturas de energia e petróleo em toda a região, serão consideradas alvos legítimos e destruídas de forma irreversível, e os preços do petróleo subirão por um longo período”. A fala intensificou a percepção de risco entre investidores.
Nos mercados asiáticos, o impacto foi imediato. O índice Nikkei 225, do Japão, caiu cerca de 4% na abertura, enquanto o Topix recuou 2,8%. Na Coreia do Sul, o Kospi despencou 4,6% e o Kosdaq registrou queda de 3,7%. Já na Austrália, o S&P/ASX 200 apresentou baixa superior a 1,8%.
Os contratos futuros em Hong Kong também indicavam abertura negativa, acompanhando o movimento global de aversão ao risco. Nos Estados Unidos, os futuros dos principais índices operaram com leve queda, após uma semana já marcada por perdas consistentes em Wall Street.
No mercado de commodities, o petróleo apresentou variações moderadas. O Brent era negociado próximo de US$ 111,97 por barril, enquanto o WTI recuava para US$ 97,64. Mesmo sem alta expressiva imediata, a ameaça de escalada no conflito mantém os preços sob pressão.
O cenário reforça a sensibilidade dos mercados globais a eventos geopolíticos, especialmente quando envolvem rotas estratégicas de energia e grandes potências militares.












