- Kraken suspende depósitos de Monero após controle da Qubic
- Qubic domina hashrate e reorganiza blocos da rede
- Monero perde 25% de valor em meio à pressão
A exchange Kraken interrompeu temporariamente os depósitos de Monero (XMR) após a confirmação de que a Qubic conquistou o controle majoritário do poder de hash da rede. A medida foi adotada como precaução para proteger a integridade do protocolo de privacidade, que segue entre os 30 maiores ativos digitais por valor de mercado.
Esse tipo de situação ocorre quando um único pool de mineração concentra mais de 50% da capacidade computacional da blockchain, o que possibilita reorganização de blocos e manipulação de transações. Em comunicado, a corretora destacou: “Como medida de segurança, suspendemos os depósitos de Monero após detectar que um único pool de mineração obteve mais de 50% do poder de hash total da rede. Essa concentração de poder de mineração representa um risco potencial à integridade da rede”.
The Monero security issue got bad enough that Kraken has suspended deposits. 👀
Better get a security overhaul done fast! pic.twitter.com/jDsTFZTEYX
— Joel Valenzuela (@TheDesertLynx) August 16, 2025
A Qubic, blockchain de camada 1 voltada para inteligência artificial e também atuante como pool de mineração, afirmou ter assumido a liderança da taxa de hash do Monero, reorganizando seis blocos da rede. O episódio gerou forte reação da comunidade em torno da segurança do XMR.
“Após um confronto técnico de alto risco que durou um mês, a Qubic atingiu 51% de domínio da taxa de hash do Monero, reorganizando com sucesso o blockchain”, relataram representantes do projeto.
Antes de consolidar essa posição, a Qubic sofreu um ataque de negação de serviço (DDoS) em agosto, que reduziu sua taxa de hash de 2,6 GH/s para 0,8 GH/s. Mesmo assim, o pool recuperou força e consolidou o domínio sobre a rede. Sergey Ivancheglo confirmou a autoria dessa ofensiva técnica, reforçando a influência da Qubic no processo.
Avaliado em cerca de US$ 6 bilhões, o Monero acumula queda de quase 25% no último mês, tornando-se um dos três ativos com pior desempenho entre as principais criptomoedas.
Embora utilize o algoritmo RandomX para evitar concentração via ASICs e favorecer mineração em CPU e GPU, o Monero não resistiu à estratégia da Qubic. A empresa apresentou o modelo de “prova de trabalho útil” (uPoW), que converte XMR minerado em USDT para comprar e queimar tokens QUBIC, fortalecendo o caráter deflacionário da sua moeda nativa.
Esse modelo representa um novo formato de controle, menos focado em sabotagem e mais em criar incentivos econômicos que atraem mineradores para operações centralizadas, pressionando a descentralização do Monero.














