- Ataque de 51% gera reação imediata dos mineradores
- Pool supportxmr.com ganha força para defender a rede
- Qubic oferece incentivos para dominar mineração do Monero
O Monero foi alvo de uma tentativa de centralização da taxa de hash no fim de semana, após declarações públicas de Sergey Ivancheglo, conhecido como Come-from-Beyond, que está por trás do projeto Qubic. A proposta gerou amplo debate entre usuários e mineradores da criptomoeda Monero, que interpretaram a ação como uma tentativa de ataque de 51%.
A estratégia da Qubic consiste em oferecer recompensas maiores que as praticadas pelos pools tradicionais, visando atrair uma fatia significativa dos mineradores da rede. Com mais de 50% da taxa de hash sob controle, seria possível reordenar blocos, atrasar confirmações e até censurar transações. Ivancheglo indicou o período de 2 a 31 de agosto como o mais crítico, pedindo que corretoras aumentem o número de confirmações para depósitos em XMR.
A movimentação foi recebida com preocupação em fóruns como o Reddit e no X, onde membros da comunidade organizaram esforços para fortalecer o pool supportxmr.com. Atualmente, esse grupo responde por aproximadamente 28,7% da taxa de hash da rede, superando a participação da Qubic em blocos minerados recentes.
Discussões técnicas destacaram que o algoritmo RandomX do Monero, que favorece mineração por CPU, pode ser vulnerável quando há incentivos financeiros desequilibrados. Analistas observaram que essa forma de “ataque econômico” se torna viável mesmo sem explorar falhas no código da rede.
Ivancheglo defendeu que sua iniciativa não visa prejudicar a rede, mas sim promover uma espécie de experimento controlado. Segundo ele, o objetivo seria testar a resiliência do Monero frente a tentativas coordenadas de centralização. A Qubic também propôs anteriormente uma iniciativa que inclui menores taxas, mais receita para mineradores e análise do impacto desse tipo de ataque na cotação do XMR.
Apesar disso, a proposta da Qubic ainda não recebeu resposta formal da comunidade. O episódio reacendeu debates sobre os riscos de concentração em blockchains baseadas em prova de trabalho, principalmente em redes que priorizam a privacidade como o Monero.














