- Temores sobre Bitcoin vistos como exagerados pela K33
- Riscos quânticos e Tether são considerados distantes
- Mudanças políticas dos EUA favorecem valorização
A K33 Research afirmou que os temores recentes envolvendo o Bitcoin estão distorcidos e não refletem riscos imediatos para a criptomoeda. Mesmo com a correção mais forte desde o ciclo de 2022-2023, a empresa avalia que os fatores que pressionaram o mercado nas últimas semanas são passageiros e não comprometem a estrutura de médio prazo.
Em sua análise de dezembro, o chefe de pesquisa Vetle Lunde destacou que o Bitcoin está sendo negociado a um “valor profundo” em relação ao mercado acionário. Para ele, a possibilidade de uma valorização significativa é mais plausível do que a repetição das quedas superiores a 80% observadas em ciclos antigos. Entre os fatores que pressionaram o preço, Lunde mencionou o excesso de derivativos, a postura defensiva de investidores de longo prazo e um recuo dos participantes tradicionais do mercado.
Segundo a K33, o sentimento piorou ao longo de novembro, com investidores de ETFs se tornando “grandes vendedores líquidos”, o que levou o Bitcoin ao ponto mais fraco em relação ao Nasdaq desde 2024. Para Lunde, o mercado buscava justificativas para vender, em um momento em que especuladores já estavam com caixa reduzido.
A pesquisa destacou três narrativas de medo que dominam as discussões recentes. A primeira envolve a computação quântica. Embora moedas com chaves públicas expostas possam ser vulneráveis no futuro, Lunde afirmou que o avanço necessário para esse risco ainda está distante e depende de coordenação entre desenvolvedores, e não de vendas imediatas.
A segunda preocupação trata da possibilidade de a Strategy precisar vender Bitcoins. Ele reconheceu que Michael Saylor mencionou essa hipótese caso o mercado ficasse desfavorável por um período prolongado, mas ressaltou que a empresa aumentou suas reservas para US$ 1,44 bilhão, garantindo 21 meses de dividendos. Assim, qualquer venda forçada seria improvável no curto prazo.
O terceiro ponto aborda o lastro da Tether. Apesar de reservas “não convencionais”, Lunde destacou que a empresa lucra US$ 500 milhões mensais com rendimentos de Treasuries, possui US$ 7 bilhões em patrimônio excedente e mantém quase 80% de seus ativos em instrumentos de baixo risco.
A K33 afirma que mudanças políticas dos EUA devem favorecer o setor. Até fevereiro de 2026, novas diretrizes permitirão exposição a criptomoedas em planos 401(k), enquanto a Lei Clarity tende a acelerar a tokenização. Um membro mais favorável às criptomoedas pode assumir um posto no Federal Reserve, reduzindo custos de capital e avançando discussões sobre uma possível Reserva Estratégica de Bitcoin.
Com o ativo próximo de zonas importantes de suporte, Lunde defendeu uma posição “longa e ousada”, mencionando que via o Bitcoin como uma “forte compra relativa” na última semana.













