- Inflação CPI 3,3% pressiona juros e mercados globais
- Energia dispara e impacta custos e cadeias produtivas
- Bitcoin hoje acima de US$ 72 mil com cautela
O índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos registrou alta de 0,9% em março de 2026, acelerando frente ao avanço de 0,3% observado em fevereiro. No acumulado de 12 meses, a inflação atingiu 3,3%, ligeiramente abaixo das projeções do mercado, que apontavam 3,4%.
Já o núcleo do indicador, que desconsidera itens voláteis como alimentos e energia, avançou 2,6% no período, também abaixo da expectativa de 2,7%. Apesar da leitura mais moderada no núcleo, a pressão inflacionária voltou a ganhar força com o impacto direto do setor energético.
Os preços de energia dispararam 10,9% em março, marcando o maior salto mensal em quase 20 anos. A gasolina liderou o movimento, com alta de 21,2%, acompanhada por aumentos relevantes no óleo combustível. Ao mesmo tempo, os custos com habitação subiram 0,3%, mantendo-se como um dos principais vetores de pressão inflacionária.
O avanço dos preços energéticos está diretamente ligado às tensões envolvendo o Irã, que afetaram rotas globais de petróleo. O encarecimento do barril começou a se refletir em toda a cadeia produtiva, elevando custos de transporte, alimentos e bens de consumo.
Diante desse cenário, as expectativas de cortes nas taxas de juros ao longo de 2026 foram reduzidas. Atas recentes do FOMC indicam que o Federal Reserve ainda considera a possibilidade de novas medidas de aperto monetário, dependendo da evolução da inflação nos próximos meses.
No mercado de criptomoedas, o Bitcoin hoje chegou a superar os US$ 72.000 antes da divulgação dos dados e segue oscilando próximo desse nível. Mesmo com a manutenção de preços elevados, o sentimento entre investidores permanece cauteloso.
Entre os destaques negativos, o token TAO, da Bittensor, liderou as perdas nas últimas 24 horas, com queda superior a 20% após mudanças internas no projeto. Já a World Liberty Financial, associada ao atual presidente dos EUA, Donald Trump, também apresentou recuo expressivo no mesmo período.
O comportamento do Bitcoin reflete um equilíbrio entre a resiliência do ativo e o impacto de um ambiente macroeconômico mais restritivo, especialmente com a inflação voltando ao centro das atenções globais.
Os principais índices de mercado no momento indicam um cenário misto em Wall Street. O S&P 500 opera em 6.830,80 pontos, com leve alta de 0,09%, enquanto o Dow 30 recua 0,46%, aos 47.964,54 pontos.
O Nasdaq avança 0,55%, sendo negociado a 22.948,93 pontos, refletindo o desempenho positivo das empresas de tecnologia. Já o Russell 2000 permanece estável em 2.636,31 pontos.
O índice de volatilidade VIX recua 2,10%, aos 19,08 pontos, sugerindo menor aversão ao risco no curto prazo. No mercado de commodities, o ouro cai 0,50%, cotado a 4.794,00.
Entre os ativos digitais, o Bitcoin USD sobe 1,96%, sendo negociado a US$ 72.141,88, mantendo-se próximo das máximas recentes mesmo em um ambiente macroeconômico mais pressionado.












