- Hemi capta US$ 15 milhões para expandir programabilidade Bitcoin
- Rede combina segurança do BTC com contratos inteligentes estilo Ethereum
- Mais de 100.000 usuários e parcerias com 70 projetos
A Hemi concluiu uma nova rodada de financiamento de US$ 15 milhões, elevando seu total captado para US$ 30 milhões. O aporte chega às vésperas do evento de geração de tokens do projeto, que se apresenta como a maior camada de programabilidade construída sobre o Bitcoin.
A proposta da Hemi busca unir a segurança da blockchain de US$ 2,1 trilhões com a flexibilidade de contratos inteligentes no padrão Ethereum. A empresa afirma que sua arquitetura permitirá transações mais complexas sem comprometer o modelo de segurança do BTC, abrindo espaço para aplicações financeiras de escala institucional.
No centro da tecnologia está a Máquina Virtual Hemi (hVM), descrita como um nó Bitcoin completo integrado dentro de uma Máquina Virtual Ethereum. O sistema conta com “Túneis” entre cadeias e um mecanismo de consenso chamado proof-of-proof, atribuído ao cofundador Maxwell Sanchez. Essa combinação pretende habilitar empréstimos, ganhos e composição de ativos diretamente em Bitcoin, utilizando a liquidez e ferramentas dos ecossistemas EVM.
“O Bitcoin não precisa ser reinventado, ele só precisa das ferramentas certas para apoiá-lo”
Declarou Jeff Garzik, cofundador da Hemi Labs e um dos primeiros desenvolvedores do núcleo do BTC. Já Joseph Naggar, CEO e CIO da Republic Digital, destacou que a chegada da programabilidade escalável ao Bitcoin deve liberar ainda mais potencial para a principal blockchain de criptomoedas.
A empresa afirma já contar com mais de 100.000 usuários verificados, uma comunidade que ultrapassa 400.000 membros e integrações com mais de 70 projetos, incluindo Sushi, LayerZero, MetaMask e Redstone. Esse ecossistema demonstra a estratégia da Hemi em se posicionar como uma ponte entre a liquidez do Bitcoin e as funcionalidades de redes compatíveis com EVM.
A rodada mais recente foi liderada pela YZi Labs (antiga Binance Labs), Republic Digital e HyperChain Capital, com participação de investidores como Breyer Capital, Big Brain Holdings, Crypto.com, DNA Fund, Selini Capital, Protein Capital, Quantstamp e Web3.com. Segundo a Hemi, os recursos serão direcionados para consolidar a infraestrutura e acelerar a expansão de sua camada de programabilidade no Bitcoin.
Com esse aporte, a empresa reforça a meta de transformar a maior blockchain do mundo em uma base capaz de suportar contratos inteligentes avançados, preparando terreno para a chegada de seu token oficial ao mercado.












